• Karol Beduschi

Uma nova casa.

Os blogs já morreram? Faz algum tempo que venho lendo sobre a morte lenta destes espaços que, em outras épocas, já fomentou tanta coisa boa! Como não sou tão adepta à modismos, sigo crendo que ainda tem muita coisa boa à ser explorada por aqui e acho, ainda, que vale a pena registrar pequenos pedaços do cotidiano por aqui. Eu adoro me reler e ver como a vida simplesmente muda!


E por falar em mudança, nós também nos mudamos, mais precisamente no feriado de 07 de setembro.




Pra muita gente foi algo repentino, mas a verdade é que não foi. Foram dois anos procurando o encaixe "perfeito". Começou logo após o feriado da páscoa de 2016. Eu estava no início da gestação do Mathias e nós passamos o feriado em família em uma casa. Ana Luiza solta no quintal.


Meu marido, que sempre morou em casa e sempre achou apartamento o ápice da praticidade na vida como solteiro/casado sem filhos, saiu de lá decidido que queria uma casa com quintal. Alguns motivos foram sendo gradativamente adicionados à lista, ao longo do tempo, mas pode-se dizer que ali deu-se inicio a uma longa busca, que inclui conhecer todas as casas disponíveis em Interlagos, por exemplo e várias desistências. O problema é que nunca chegávamos a um denominador comum, eu e ele. Eu sempre fui muito resistente, meu lado prático (preguiçoso?) só pensava que eu estaria acumulando mais trabalho desnecessário. Por fim, nós estávamos cogitando voltar a morar no sul. Não encontrávamos nada na Grande Vitória que se alinhasse às nossas expectativas (sem ter que doar órgãos mensalmente para pagar). Até que viemos à Coqueiral visitar uma amiga rapidinho em um domingo.




Coqueiral, estava lá atrás nos meus anos de solteira. Essa mesma amiga e eu dividíamos o mesmo teto com uma terceira amiga no saudoso ano de 2006. Nos finais de semana e feriados, sempre que podíamos vínhamos pra cá em bando (e que bando!) e foram viagens memoráveis. Sempre tivemos coqueiral como um pedaço de paraíso não tão longe. Pula alguns anos.


Depois que viemos morar em Vila Velha, no final de 2013, viemos pra cá algumas vezes, na maioria, pra passar o dia e ir embora. As crianças amavam a praia calma e a paisagem compensava a estrada um tanto acidentada. Em 2017, passamos um final de semana com mais 5 famílias na casa dos sogros da minha atual, vizinha! Nessa vinda o Jó deu uma volta pelo bairro e ficamos namorando a ideia de como seria legar criar filhos aqui. Voltamos à Vila Velha, ao apartamento e à procura sem sucesso. Eu queria sair do apartamento porque estava insatisfeita com n coisas, o Jó queria uma casa, eu queria outro apartamento e assim fomos até agosto.


Lembra da amiga? Pois então, viemos visitá-la e ela ficou me questionando por que cargas eu iria voltar pra tão longe sendo que podíamos tentar algo por aqui, como por exemplo, coqueiral! "Faz uma experiência, se não der certo, vocês voltam!" E assim voltamos, pra casa, com essa ideia fervilhando. Buscamos algumas coisas, mas não parecia ser tão fácil assim. Viemos ver algumas opções que selecionamos, mas nada que eu estivesse feliz contente e satisfeita e nem o Jó. Declinamos uma opção e no dia seguinte, surgiu o que o Jó gritou pra mim com o computador na mão "achei a casa!!!"


Na mesma semana viemos vê-la, nos encantamos e na semana seguinte começamos a negociar. Uma história pra um café, mas resumidamente tudo se encaixou de forma maravilhosa (obrigada Mr. H!)


A aceitação e alegria das pessoas com quem compartilhamos, também foi algo que nos trouxe em paz. Foi uma mudança rápida, mas bem tranquila.


Apesar de estarmos a apenas uma hora e meia de Vitória/Vila Velha, a mudança implica em um distanciamento considerável de varias pessoas que amamos muito e da nossa antiga rotina e suas praticidades. Tudo tem um preço e quem tem filhos sabe que nossas escolhas, depois que eles chegam, são pautadas basicamente pensando neles. Com a gente não é diferente e sabíamos dos sacrifícios, mas também acreditávamos que os ganhos seriam maiores. Até aqui (seis meses depois), posso dizer que temos estado com o coração bem cheinho de amor por esse lugar e pelo estilo de vida que criamos a cada dia. Em todo o tempo de busca por algo que nos atendesse, divergimos em muitos aspectos e opiniões, mas sempre tivemos o mesmo alvo, o mesmo combustível e olhamos sempre na mesma direção: viver abundantemente como família! E assim vamos caminhando, essa é nossa história.


Gostaram da casa? Ela é uma graça, mas eu posso afirmar com toda certeza que ela fica linda e mais alegre ainda quando está bem cheia de gente.


E você? Tem vivido o que acredita?










Um beijo!



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