• Karol Beduschi

Fugimos.



Eu tinha intenções de inaugurar o blog com um outro post, que já está escrito e conta a história por trás da mudança pra esta casa. De toda forma, ele está ali e será publicado em breve!


Pra não perder a oportunidade e nem tampouco o timing, achei melhor já subir este aqui bem fresquinho com as dicas ainda vivas na memória que, convenhamos, foi bem prejudicada nos últimos anos!


No último final de semana demos uma fugidinha...pra serra! Eu sei que geralmente é mais fácil assimilar o ES com praia e faz sentido, mas na verdade o ES tem turismo e regiões para quase todos os gostos. Vamos ficar devendo neve, senhores!

Mas tem que ser curioso, tem que dar uma cavadinha e se aventurar para sair das rotas mais óbvias e descobrir os tesouros mais escondidinhos. E foi assim que descobrimos quase todo o roteiro que fizemos no último fds.


Foi de última hora (quando não é?) que decidimos passar o final de semana fora, tipo na quinta pra viajar na sexta ou sábado. Eu estava num ritmo digamos, acelerado e cansativo e esgotada! Meu marido, que tem amor por sua vida e talvez tenha recebido discretas ameaças, resolveu providenciar um descanso e tratou de ajeitar um vale avós. Ele buscou meus pais pra passarem o final de semana aqui na nossa casa com as crianças enquanto nós fugíamos.


Primeira decisão: praia ou montanha?


A previsão do tempo era de tempo instável e até um friozinho. Praia, por mais que tivesse me sido sugerido com carinho (Itaúnas?) seria um programa "frustrado". Eu gosto de praia com sol, calor, chegar às 7 am e só ir embora às 7 pm. Montanha, então! A previsão marcava 15 graus delícia pro final de semana na região serrana. Já me imaginei entrando no quarto do hotel e hibernando até a hora de ir embora. Um sonho. Café da manhã de hotel, uma das coisas que eu mais AMO nessa vida. LET'S!


H o s p e d a g e m:


Começamos procurando o óbvio, Pedra Azul. Badaladíssima, com toda razão, estava com quase tudo lotado, logo, preços de diárias que pagariam uma passagem internacional. Não era a nossa intenção. Queríamos descansar em um lugar tranquilo, bonito, confortável, em meio a natureza. Jó começou então a pesquisar um pouco mais afastado e chegamos a pousada Rocamadour em Domingos Martins/Marechal Floriano. As avaliações eram super positivas e parecia ter tudo que buscávamos, além de disponibilidade pra data e valor condizente.



Foi uma grata surpresa. Com oito chalés, a pousada, que fica 5 km adentro (de estrada de chão) desde a saída do asfalto, era mais bonita que nas fotos! Chegamos debaixo de chuva e a dona, Marta, nos recebeu e nos encaminhou antes um pouco do horário do check in. Ao chegar no chalé, ficamos bem felizes! Limpo, confortável, repleto de cobertores quentinhos e uma lareira que só faltava ser acesa. Pedimos lenha e prontamente a Marta nos trouxe e nos avisou que se quiséssemos almoçar na pousada o Chef estava disponível. O café da manhã está incluso no valor da diária, mas os hospedes podem optar por fazer as demais refeições na pousada pagando à parte. Acho que é a opção mais confortável. Sair pra comer vai demandar o percurso de estrada de chão e, pelo menos nesta ida específica eu só queria sair pra ir embora.





Cheguei e caí dentro dos 6 cobertores pra tentar me esquentar pós aventura na moto em meio a chuva. O Jó acendeu a lareira mas não lembro muito mais porque eu APAGUEI por duas horas. Depois, tomei um longo banho imersa em 67kgs de espuma e lá pelas 17h o Jó saiu pra ver como funcionavam as refeições. O Josué, companheiro da Marta, auxiliou ele com um pedido que fosse possível preparar aquela hora e disse que levaria até o chalé, por pura gentileza mesmo. Os chalés possuem mesa e cadeira para refeições e ficamos por ali. Não jantamos por motivos de às 19 já estávamos dormindo. Quando acordamos de madrugada nos questionando em que ano estávamos já era um pouco complicado pedir comida.




Quando chegou minha parte predileta (a do café da manhã), saí da toca. Bolos e pães preparados ali mesmo, Waffle feito ali quentinho fresquinho, receitas francesas (a Marta morou muitos anos na França), geleia de morango feita com morango orgânico da região, queijos da região, iogurte feito ali...enfim, apreciei cada milímetro de cada mordida que dei com toda calma do mundo em silencio.


Ficamos mais um pouco por ali, andamos pelos arredores, arrumamos as coisas e

partimos rumo Pedra Azul.







Pontos desfavoráveis da pousada: não tinham amenities no banheiro, só sabonete e espuma. Não tem telefone nos quartos para a recepção ou cozinha, portanto tudo que você precisar solicitar terá que sair do chalé e procurar alguém. Estava frio e chovendo e uma linha direta seria muito mais confortável. O frigobar só tinha água e uns poucos refrigerantes, umas opções de bebidas e petiscos cairiam muito bem. Nós fomos em Dezembro e estava friozinho. Na temporada de inverno eu imagino que o chalé fique GÉLIDO, porque o piso é cerâmico e não tem sistema de aquecimento, só a lareira.


T r a j e t o



Saindo de Aracruz, na ida, fomos via contorno - Viana. Pra voltar, resolvemos (aka Jó resolveu) voltar por um caminho diferente. Passamos pela rota do lagarto em Pedra Azul porque queríamos muito (no caso meu marido, que estava em êxtase) fazer a rota de moto. É completamente diferente a experiência, perspectiva, etc. De lá, subimos e pegamos a 262 e entramos sentido Santa Maria de Jetibá. A ideia era ir até Santa Teresa e almoçar por lá. Outra cidade que amamos MUITO, mas merece post exclusivo.


O caminho é bem sinuoso e já tinha feito de carro antes. Até eu que não enjoo fiquei um tanto desconfortável, mas de moto eu achei mais tranquilo.


De Santa Teresa seguimos sentido Aracruz.


G a s t r o n o m i a


Fora o almojanta e café da manhã na pousada, tomamos café da manhã antes de chegar na pousada, no sábado, na cafeteria Expresso 37. Boas opções de doces e cafés! Já fomos lá outras vezes inclusive com as crianças.


Ao chegar em Santa Teresa eu tinha duas opções em mente para o almoço. Aqui o homem escolhe os trajetos e eu escolho os restaurantes. Uma delas era o Haus que foi a nossa (minha) escolha. Já tinha lido sobre ele antes e estava curiosa pra saber se os reviews maravilhosos eram verdade. Não decepcionou, muito pelo contrário SUPEROU. Amamos a experiência! O Jó pediu um risoto de cogumelo paris com mignon e grana padano e eu fui de risoto de camarão com alho poró e brie! Tudo delicioso e serviço impecável (fomos atendidos pelo Lucas, um fofo, quase pedi abraço coletivo ao final). Finalizamos com um café preparado no aeropress, que deu o gás que precisávamos pra pegar a estrada depois de tanto comer! Voltaria e recomendaria com certeza!!!





Pra finalizar passamos da loja da Claids biscoitos pra trazer casadinhos pra minha pequerrucha que assim como eu, aprecia e também pros meus pais!


Ia me esquecendo (o Haus ofuscou o restante), passamos na chegada em Santa Teresa, na Cantina Mattiello pra trazer licor, porque sim. Trouxe um de bombom com avelã. Um perigo...


É isso. Todas as dicas. Só não tenho como indicar como conseguir uma moto, porque aí vocês teriam que mudar pra Coqueiral e ter os melhores vizinhos e grupo caseiro da história da terra. Complica, né? :) rs... O Rafa e a Marlu dividiram o pão com a gente e eu arranjei um problemão. Tem anos que eu fico segurando o Jó pra não comprar uma moto ainda porque no nosso contexto atual é complicado. Quando a gente chegar numa fase mais madura (socorro), seremos certamente os tiozões que viajam de moto.... mas o homem voltou assim.... se coçando! INTERCEDAM POR MIM.


Ah...as crianças! Ficaram ótimas, obviamente. Postei nos stories lá no Instagram. Eles são mais do que acostumados com meus pais e meus pais tiram de letra a mini Karol e o Mathias. Hahahahaha A ideia de trazê-los pra cá era pra que todos ficassem mais confortáveis, porque não tem jeito, eles dormem melhor em casa e aí ficaria menos cansativo, com todo espaço do mundo e eu achei que meus pais gostariam da ideia de passar um final de semana fora de casa. Eu sempre gosto, mas sou suspeita. No caso, herdei deles, então... acho que acertei.


Já eu, voltei descansada o suficiente pra sobreviver até o romper de 2019 sem maiores transtornos (ou ameaças conjugais)! rs... Numa realidade fantasiosa, no próximo ano, faríamos isso com mais frequência. Quem sabe...


Aliás, tenho toda uma lista prontinha de lugares e aventuras para o verão e primeiro semestre de 2019. SÓ VEM!


Gostaram das dicas? Espero que sim! Aceito sugestões pra melhorar o formato, se preciso!


um kiss!




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