• Karol Beduschi

Caparaó: hidrolândia, poços e encantos!

Já faz bem uns dois anos que eu namoro a região do Caparaó pra uma viagem, mas ainda não tinha surgido aquela oportunidade perfeita aonde tudo casa, sabe?


Logo depois do Ano Novo surgiu (assim, daquele jeito nosso super planejado com antecedência: “vamos? vamos!”) e lá fomos nós 5! Sim, além dos 4 residentes fixos lá de casa, levamos tio Mano, nosso residente de temporadas.


Eu já tinha uma boa noção do que faria por lá por já pesquisar bastante, outras surgiram no calor da aventura.


D e s t i n o + a t r a ç õ e s:



chegando em Iúna

Fomos para o município de Iúna (região norte do estado, já próximo à Minas Gerais) que faz parte da região do Caparaó e de lá fizemos os passeios pelas redondezas. Nosso foco era as cachoeiras com água cristalinas de tom esmeralda e seus poços!


Analisando no mapa ao montarmos o roteiro, tivemos (Jó!) a ideia de "contornar" a serra e ir conhecendo alguns dos pontos mais famosos. Sendo assim decidimos por: Ibitirama (Pedra roxa), Hidrolândia Parque e o Parque Nacional do Caparaó aonde fica a base de acampamento pra quem sobe o Pico da Bandeira e o Vale Encantado com suas piscinas naturais na trilha ao lado.


No último dia, fizemos ainda uma parada pra conhecer a Cachoeira do Chiador, mais perto de Iúna.


Pra que vocês possam entender melhor, criei no My Maps os pontos que visitamos (em azul com o ícone das cachoeiras) e marquei também a localização do hotel (em roxo com o ícone da cama). Pra acessar o mapa, basta clicar na imagem.


Como referência:

- Do hotel até Hidrolândia são 48km ou 1h + /- (mais da metade do percurso de estrada de chão!)

- Do hotel até Ibitirama (Pedra Roxa) são 55km ou 1h10m +/-

- Do hotel até o Parque Nacional do Caparaó (portaria) são 98km e 1h40m +/-

- Do hotel até a Cachoeira do Chiador 36 km ou 43 m +/-


Nós rodamos um total (viagem completa) de 800 Km.


R o t e i r o + r o t a s:


Sábado 05.01 - Dia 01

1. Aracruz x Iúna: fomos via contorno + BR 262 até o acesso de Iúna sem mistérios. Fizemos só uma parada pra abastecer no contorno, ao contrário do que nos havia prometido o motorista ("vamos com calma, parando"). Aproveitamos que as crianças estavam ótimas no carro e tocamos direto! Tínhamos planejado sair antes das 8am mas não foi possível, senhores! Foram menos de 5 horas de trajeto e com trânsito bom porque fizemos o caminho inverso, geralmente o fluxo está vindo sentido MG/Praias. Chegamos por volta das 13h.


2. Iúna x Pedra Roxa (Ibitirama): Chegando no Hotel, fizemos check in e fomos almoçar no restaurante que fica na rua ao lado por indicação do próprio hotel. Não há grandes variedades na cidade (e pagamos R$15 livre por adulto) e tudo bem, porque o foco do passeio não era mesmo gastronômico. Depois do almoço uma tentativa frustrada de por o Mathias pra dormir, então resolvemos não perder tempo e explorar a região.


Na recepção do hotel nos indicaram o Jardim de Gaia como um ponto que merecia ser visitado e que é menos conhecido, olhei rapidamente do que se tratava e quando vi que ficava perto da região da Pedra Roxa (eu já tinha visto as fotos) achei melhor ir pra lá porque pra aproveitar melhor o Jardim de Gaia, só se tivéssemos chegado cedo (a previsão era chegar perto das 17h). No Waze colocamos Pedra Roxa e ele nos deu a rota até a Igreja Metodista. Chegando lá, perguntamos sobre as cachoeiras e fomos seguindo as instruções e logo começaram a aparecer as margens de águas cristalinas. Subimos até o Poço do Douglas, que na verdade é o Recanto Cabaceira. Ali na região tem aproximadamente uns 4 poços, mas o dos guardas que é o mais alto, não é permitida visitação.


Pagamos R$ 5 por adulto (as crianças não pagaram) para estacionar e usufruir da propriedade. Lá, na verdade, é a casa do Douglas e sua família e ele transformou em camping, restaurante e estacionamento! O Douglas é uma simpatia e fomos acolhidos com muito carinho!



Depois das boas vindas ele nos mostrou a propriedade, o camping (a casa na árvore) e as trilhas para os poço. Fizemos uma trilha fácil (mesmo com as crianças até o poço principal.




Ao chegar, aquele choque "que água linda é essa?", mas também constatei o que li muito: G - E - L - A - D - A! Não tive coragem de entrar às 17h e tanto sem um raio solar para colaborar com a falta de massa...


Os meninos entraram e as crianças ficaram pelas beiradas molhando os pés e o Mathias chorando porque queria pular da pedra pra mergulhar com o pai e o tio mano.




Na volta, o Douglas nos disse que tinha matado um porco recentemente e que tinha um torresminho esperto...fresquinho! Não precisou falar mais. Pedimos uma porção de fritas, linguiça, torresmo (tudo muito light, mas veio um pepino colhido lá mesmo que foi o último a ser comido por motivos óbvios) e uma cervejinha gelada pra acompanhar. As crianças ficaram brincando por ali, a noite caiu e ... pá... aquele céu estrelado que só quando você está bem longe da cidade e suas luzes é possível contemplar. O Douglas ainda nos mostrou sua colheita de café (a região do Caparaó tem cafés de qualidade espetacular dada as condições geográficas/climáticas) e nos falou um pouco da sua história. Depois ficamos igual 3 bocós adultos observando o que segundo o Douglas é uma espécie de besouro/vagalume GIGANTE. Na volta, sem sinal de internet, usamos o mapa que estava carregado no Waze e fizemos uma rota alternativa de estrada de chão. O Douglas até falou mesmo desse caminho até Iúna mas ele disse que só deveria fazê-lo quem conhece porque ele pode acabar levando pra todos os lugares menos o que você quer chegar. Adivinha? Lá fomos nós por ele. Bate daqui, bate dali na estrada de chão e finalmente chegamos. Paramos no meio da estrada desligamos o farol e ficamos olhando as estrelas? SIM. Meu pai me ensinou esse rito e sempre que possível o faço. Agora o passo para a próxima geração. Além disso, também paramos pra ver o que seria um mar de vagalumes no meio do mato. Algo impressionante, lindo e único!


Chegamos no hotel e nos jogamos no merecido descanso.


Domingo 06.01 - Dia 02:


Prontos para um dia inteiro de aventuras!


01. Iúna x Hidrolândia: depois de tomar café da manhã partimos rumo à Hidrolândia e eu mal podia conter a emoção! Lá fomos nós por um trecho de asfalto e outro tanto Off road! Bate daqui, bate dali chegamos. O parque, que na verdade é propriedade privada, conta com camping, restaurante e estacionamento. Ao chegar já fomos avisados que teríamos que usar o outro estacionamento porque o principal já estava cheio! Pagamos R$10 reais por pessoa (adultos - crianças não pagaram). Estacionamos e caminhamos até o restaurante aonde nos indicaram os caminhos para os poços.


Fomos no principal, logo de cara e estava BEM CHEIO, sem condições de ficar com tranquilidade com as crianças. Decidimos então começar pelo poço mais alto, o Poço do Portal. Uma trilha de 200m pela mata. Alguns pedaços mais traiçoeiros com as crianças e outros bem tranquilos.




Quando chegamos eu fiquei maravilhada com tanta beleza e para nossa grata surpresa não tinha quase ninguém. Fizemos nosso trajeto pelas pedras e achamos um canto pra curtir aquele pedaço de paraíso. A cor da água é realmente indescritivelmente verde esmeralda cristalina, o sol refletindo, a mata verde, tudo cria um conjunto harmonioso! A temperatura da água deve ser comparada ao Ártico! É MUITO GELADA, mais do que o poço do dia anterior. Mas eu ia entrar de qualquer jeito porque eu não rodei tudo isso pra chegar ali e não mergulhar! E que decisão acertada foi essa...






Descemos e fomos conhecendo os poços do caminho, mas nenhum foi tão atrativo quanto aquele primeiro. O poço principal também é convidativo e maravilhoso mas o excesso de pessoas desanimou!


Chegamos à base do camping e fomos almoçar. Infelizmente naquele dia a comida não deu conta da demanda, então comemos o fim do fim do final quando já não tinha quase nada. Segundo a administração eles também foram pegos de surpresa pela quantidade de gente (imaginem no carnaval!). Ficamos por ali, usamos o banheiro, as crianças já quiseram logo fazer amizade com os cachorros que rondavam e depois do almoço fomos conhecer os poços pra baixo (200m de trilha aproximadamente para cada).



Fizemos todos, mas só entramos no primeiro por excesso de gente e de novo, com duas crianças fica mais delicado largar em qualquer lugar e pular na água. Ao terminar, seguimos rumo ao Parque Nacional do Caparaó. Eu tinha lido que o pôr-do-sol desde o Vale Encantado era LINDO e que como o sol bate diretamente, a temperatura da água seria um pouco mais amena. Lá fomos nós!


*Aqui vale dizer que, o estacionamento em Hidrolândia é supostamente cuidado pelo pessoal do parque e para nossa surpresa, quando chegamos no carro, havia um carro estacionado na frente do nosso bloqueando completamente a passagem. Os meninos que estavam "cuidando"do estacionamento não souberam explicar, nem tampouco tinham como avisar os visitantes e ficamos naquela situação chata aonde o pessoal do parque não tinha como fazer nada e tivemos que resolver por conta própria. Como os meninos tiraram o carro do indivíduo completamente sem noção fica pra uma outra hora....rs...


02. Hidrolândia Parque x Parque Nacional do Caparaó: 2h e meia. Bate daqui, bate dali, sacoleja de acolá. Chegamos na portaria, que já fica do lado mineiro na cidade de Alto Caparaó, e subimos sentido vale encantado e terreirão (aonde as pessoas acampam pra subir o pico da bandeira).


Na subida uma vista maravilhosa e uma luz linda! Chegamos e fomos pra mais uma trilha! Alguns trechos bem escorregadios. O sol estava baixando rápido e a temperatura também. Ao chegar no vale fomos o mais alto que conseguimos, mas só o Jó foi na piscina mais acima. O ventinho gelado não estava convidativo mas eu fui mesmo assim! Que vista, que espetáculo de fim de tarde. A água a principio pode não parecer, mas é sim mais amena que Hidrolândia.





Descemos prontos pra parar em uma cafeteria próximo à portaria em frente ao Caparaó Parque Hotel, a cafeteria Cacau Bandeira. Um café (DELICIOSO) quentinho e um sanduíche bem feito desceu maravilhosamente bem depois de tanta água gelada. Fomos super bem atendidos e as crianças ainda receberam atenção especial!


De lá, 98 kms até o hotel.


Chegando no Hotel, decidimos que voltaríamos ao Parque no dia seguinte e de lá seguiríamos para casa ao invés de fazer o check out e ir embora direto.


*A entrada para o Parque Nacional do Caparaó é gratuita.


Segunda-feira 07.01 - Dia 03:


O dia amanheceu bem diferente do previsto. O tempo estava fechado e sabíamos que pra subir o Caparaó (98kms!) sem sol era sofrimento demais. Enrolamos um bocado no hotel, tomamos café com toda lentidão possível e fizemos o check out 12h. Seguimos norte, sentido MG mas desanimados com o tempo. No caminho vimos a placa pra cachoeira do Chiador, que o Douglas tinha mencionado na nossa visita. Resolvemos dar uma olhada. O acesso é bem ruim, a estrada de chão estava bem acidentada e diversas vezes achamos que tínhamos pego algum caminho errado porque quase não há sinalização pelo caminho. Por fim quando chegamos o Mathias estava apagado e eu fiquei com eles no carro enquanto os meninos foram ver. Quando eles voltaram eu fui com a Ana Luiza e o Jó.

A cachoeira é linda e eu acho que de todos os pontos que fomos, ela é a que tem um espaço mais adequado para crianças (em termos de piscina). Vale dizer que lá não dispõe de qualquer tipo de infraestrutura. Vimos vestígios do que deve ter sido um churrasco no domingo. Mas ficamos com aquele gostinho de "quero voltar aqui"...



No caminho de volta paramos na beira da estrada pra almoçar e seguimos viagem via BR 262.


Paramos em Pedra Azul (na volta as crianças já não estavam assim tão felizes quanto na ida) e ganhei uma surpresa de aniversário, dessas que a gente fica feliz. hahaha

Os meninos compraram velas, presentes e cantamos parabéns porque pras crianças só é aniversário se tem parabéns! De lá seguimos para nossa casinha e encerramos a viagem com churrasco de aniversário. Foi um feliz aniversário sem dúvida!





H o s p e d a g e m:


Inicialmente consideramos acampar, ia ser uma novidade pra quase todos do grupo, mas como ia ser pouco tempo pra correr atrás de todo equipamento que não temos, achamos melhor postergar essa aventura e planejar um pouco mais. O principal atrativo da viagem seria o parque de Hidrolândia, que fica no município de Iúna, que foi aonde conseguimos disponibilidade de hotel. Outras opções mais próximas ao parque estavam cheias. Ficamos no hotel Catuaí. Basicamente pra dormir e tomar café da manhã, ou seja, nossas exigências eram mínimas e foram todas atendidas. Quarto / Roupa de cama limpos, cama confortável, banheiro limpo e funcionando. Cafe da manhã ok. Ambiente super tranquilo e bem cuidado.


A única parte chata foi que no domingo, nós (Jó haha) colocamos as crianças pra dormir e fomos bater papo na área próxima ao do café da manhã onde tem sofá, poltrona, mesa, um espaço de convivência que fica no mesanino em cima da recepção. O recepcionista estava claramente querendo sossego e dormir e ficou insistindo pra gente “se recolher” e por fim veio dizer que tinha um promotor de justiça hospedado ali. Gente, a pessoa mais interessada no silêncio e tranquilidade era eu, mãe de dois!!! Pouco me interessa o título dos demais hóspedes, todos merecem respeito e a gente sabia que não estava perturbando ninguém se não, os planos do moço que queria um domingo com zero barulho. Achamos desagradável e não condizente com a política de qualquer hotel/pousada para o que diz respeito à área de convivência / comum.


Vale mencionar que, o hotel não possui elevador (ficamos no primeiro andar, no biggie) e nós pedimos uma cordinha pra amarrar a trava da janela porque era de fácil alcance das crianças e apesar de estarmos todos sempre juntos, o Jó é muito cuidadoso :)


C o m C r i a n ç a s:


A título de informação: Ana Luiza 4 anos e 7 meses / Mathias 2 anos e 2 meses.



Olha, eu sempre acho a escolha de levar ou não as crianças para um determinado destino algo muito pessoal, vai de família pra família. Tem gente que roda o mundo inteiro com crianças pequenas e passa todos os perrengues possíveis "numa boa". Aqui em casa a gente sempre leva as crianças para quase todos os nossos passeios, salvo os que intencionalmente optamos por ser ADULTS ONLY. E não é pelo destino em si, é porque aqui nós gostamos de de tempos em tempos ter um momento nosso ou só entre pessoas maiores de 25. Hahahaha Eu levaria meus filhos pra China? Sim. Levaria pro Machu Picchu? Sim (mas esse se Deus quiser será adults only), levaria eles pra onde fossemos, mas eu sei que tem quem fique com receios. Os lugares que fomos não tem absolutamente NADA voltado exclusivamente para crianças e a gente se virou como dava no quesito estrutura. Exemplo, eu troco fralda no porta malas, no chão, em pedra, no que der, mas é algo que eu faço desde sempre. Não é turismo infantil. Eu deixaria de ir por causa disso? NÃO. Mas está muito mais ligado ao estilo de vida de cada um. Eu nunca me imaginei fazendo só programas infantis com crianças (Deus me livre), muito pelo contrario, eu sempre imaginei proporcionar as experiências mais diversificadas possíveis.


As trilhas, não são todas super fáceis de fazer com criança. Tio Mano nos salvou boniiiiito! O Jó ficava com um mini ser humano, tio Mano com outro e eu com mochila. Ana Luiza fez TODAS as trilhas à pé, sem pedir colo e sem reclamar. Ficamos realmente impressionados! Foi cansativo pra gente, imagina pra ela...Mathias.......é.... não! Ele cansa muito mais facilmente e no Parque do Caparaó mesmo foi 100% no muque do tio Mano! Revezamos na medida do possível e foi. Fizemos. Cansativo? Bastante, mas eu iria amanhã de novo.


Eles aproveitam à maneira deles. Há sempre algo novo, pessoas novas, novas possibilidades da Ana Luiza de interagir com todo e qualquer ser humano que demonstra ou não interesse em um papo. A natureza e toda sua imponência sempre agrega algo, é uma experiencia bem completa e eu recomendo demais!!!!


Duas coisas pra mim foram imprescindíveis pra ficar tranquila: ambos precisavam estar calçados (apropriadamente) pra evitar escorregar pelas pedras e afins e eu fui bem criteriosa com repelente. Conclusão: Zero acidentes em pedras/água e Zero picadas.


Fora isso, fico bem desencanada quanto a rotina, horários, prato multicolorido variado...etc. Come a hora que dá e o que tiver, dorme quando o dia acaba e sonecas no carro. No primeiro dia, Ana Luiza chegou desmaiada no hotel e do jeito que chegou ela dormiu. Mathias estava acordado e tomou banho, ela só nó dia seguinte (até porque tomou banho antes de sair pra viagem e se molhou na cachoeira, quer mais? hahahaha #menasmãe). Mathias ainda dá um trabalhinho pra dormir fora de casa com todo mundo junto, ele fica mais agitado e só serve dormir se for quase dentro do útero, quanto mais colado em mim melhor. Ana Luiza já está mais que escolada e dorme aonde for! Uma delícia! O intuito também não era descansar, então... foi sucesso!


E aí? Acharam completinho? Eu detesto quando vou procurar sobre um lugar e acho aqueles posts bem superficiais, gosto de detalhes e informações e foi isso que quis fazer aqui, pra caso alguém esteja planejando conhecer a região, possa encontrar aqui informações de fato úteis.


Aliás, termino aqui dizendo que, eu sou da opinião que todo capixaba que gosta de estar entre a natureza, DEVERIA conhecer o Caparaó e seus lugares mágicos!!! Definitivamente um lugar que deixou um gostinho de quero voltar (semana que vem...rs..)


um beijo!




0 visualização

ME ACOMPANHE!

  • White Instagram Icon
  • Pinterest Clean
  • Branca ícone do YouTube

FIQUE POR DENTRO DAS NOVIDADES!

QUER FALAR COMIGO?

karolbeduschi@gmail.com

 

© 2019 por Karol Beduschi