Dia das mães - o que quero deixar para os meus filhos.



Hello, there!
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Que saudades daqui, eu sinto tanta falta de sentar e escrever, mas procuro me ater as coisas que são prioridades e no fim do dia acaba não sobrando muita coisa (leia-se: disposição). Tenho curtido fazer os vídeos pro youtube, mas eles fazem parte de uma proposta completamente diferente daqui. Aqui é meu cantinho, aqui eu posso escrever escrever escrever...sem me preocupar com a duração o conteúdo, o roteiro ou qualquer que seja a proposta. Não é novidade pra ninguém que os blogs estão fadados ao "fracasso" com o surgimento de novas propostas mais dinâmicas (e que exigem menos esforço, vamos combinar), mas se depender de mim eu fico aqui pra sempre...talvez menos um pouco. Definitivamente eu escrevo pra mim. Gosto de voltar e ler o que escrevi, o que pensava, o que sentia e como a vida transformou tudo aquilo e aí surgem novos pensamentos, novas emoções, novas esperanças...

Este mês é O mês. Tem o dia das mães domingo e aniversário da Ana Luiza na semana seguinte. Geralmente eu começo a chorar no dia 2 e só paro no dia 15 porque estou estressada com a festa, neste meio tempo são muitas lágrimas e emoções e este ano não preciso nem comentar o fato que estou uma grávida sonsa e chorona, né? (Já ensopei a mesa escrevendo apenas a introdução, alguém me socorre de mim mesma?Tô num nível esquisito...)

Eu conheço o discurso comercial do dia das mães, dos pais, dos namorados, do cachorro, da vizinha...não tenho dúvidas da sua existência e fim. Mesmo assim, é apelativo demais pra não se permitir ao menos refletir sobre a ocasião, é uma boa oportunidade. Este ano pra mim é diferente do anterior. Ano passado eu me sentia vitoriosa e emotiva porque tinha sobrevivido ao primeiro ano como mãe (e Ana Luiza como minha filha, isso merece muitas comemorações!!!), era um misto de alívio com alegria com superação, era diferente. Esse último ano dela foi bem diferente. Ela passou da fase "presença" e agora entra na fase "companhia" - uma pausa pra eu me recompor aqui, tá muito difícil. - Hoje no almoço nós conversávamos. Diálogo mesmo, com frase e opinião, perguntas, respostas...é tão precioso, mas tão precioso, que nem sei como explicar. Só consigo chorar mesmo.

Este ano também está coincidindo com uma outra oportunidade que em muito vem agregando em quem eu sou como mãe. Uma vez por semana eu tenho o grande privilégio de sentar, ouvir, perguntar e aprender com quem já passou dessa fase e que pode com propriedade de vida, falar e ensinar sobre ela. Tem sido a oportunidade de ouro que agarro sem pensar duas vezes.

Quando me casei, me lembro de abraçar aquela nova responsabilidade com tudo que eu tinha, era, sabia, poderia ser, etc. Eu realmente estava disposta a ser o melhor que eu pudesse ser no meu novo papel. Meus 23 anos, minha experiência e conhecimento me permitiram ir até certo ponto e sempre que olho para trás, vejo que, enquanto eu era "só" esposa, eu fui tudo que poderia ser, doei-me por completo e me sinto plenamente satisfeita e feliz por aquele período. Foram anos só nossos, tão bons que em um estado normal (leia-se: não grávida), é um dos poucos momentos da minha vida que me trazem uma saudade tão gostosa a ponto de me fazer chorar - tomei um ar, li umas coisas engraçadas, já posso voltar, tomara que não tenha perdido a linha de raciocínio - . Hoje eu continuo me dedicando a este papel com a mesma vontade e intensidade, mas aumentamos a família, as responsabilidades e a abrangência dos papéis.

Sempre que falávamos sobre filhos eu tinha em mente que gostaria de poder me dedicar ao máximo à eles, principalmente nos seus primeiros anos. A presença da minha mãe sempre foi muito forte pra mim, a maneira como nos relacionávamos desde sempre, seus primeiros ensinamentos e a forma como nos conduziu me marcou a ponto de desejar replicar os princípios e valores por detrás. Quando de fato aconteceu, me sentia no meio de um campo de batalhas com tiroteio de bazuca pra todo lado, de olhos vendados e com um bebê no colo que precisava sobreviver e chorava muito. Acho que não poderia resumir melhor minha estréia no mundo materno. A boa notícia é que as coisas se ajeitam. De uma nova forma, trazendo consigo transformações diárias e que, ao permitir-se, transformarão a maneira como compreendemos tudo ao nosso redor, tudo.

Mas, como fiz aos 23, aos 26 me lancei de cabeça nesse negócio maluco chamado maternidade. De corpo, alma e espírito. Com tudo que tinha e principalmente com o que não tinha mas quero muito ter. Aos poucos as mudanças tomam forma, os olhos são abertos e o coração transborda - muitas coisas. Dentre elas, está o amor, os momentos fofos e lindos que enchem a internet de fotos por aí, mas também a preocupação, o peso, a responsabilidade. Não falo das fraldas, da rotina, da escolha da melhor escola, melhor cardápio, melhor roupa ou melhor médico (dentro da realidade da cada um), mas falo daquilo que para sempre ficará. Isso martela na minha mente, noite e dia, desde a hora que ela acorda até antes dela acordar, quando eu já acordei e já estou pensando sobre o assunto. Essa é a maior e mais importante responsabilidade da minha vida. Não posso deixar passá-la, não posso desperdiçá-la! 

Lembra do encontro semanal? Ouvi uma coisa tão simples mas que me anima e faz caminhar diariamente: "é tempo de ser mãe". Em um mundo aonde te bombardeiam constantemente com o discurso vazio e antropocêntrico do "VOCÊ PODE SER O QUE QUISER!", mas que te esmaga e escraviza a ser o que o mundo quer, minha oração diária é para que eu queira ser aquilo que Ele quis primeiro, para que eu desempenhe com tudo o que sou e possa vir a ser, aquele papel para o qual Ele me criou, para que eu cumpra a missão que Ele tem pra mim, para que em meio a tanto BARULHO externo, teorias rasas e especialistas virtuais, eu O encontre no silêncio, na paz, nas pessoas reais com quem tenho o imensurável prazer de conviver e ver, nas vidas que posso tocar de perto, nos testemunhos que falam mais alto que qualquer discurso ou aparência.

Ainda sobre o encontro semanal, nosso assunto principal é o nosso legado como mulher. O que deixaremos para trás. Qual será o nosso testemunho? O que nossos filhos dirão a nosso respeito? Que tipo de mulher nós fomos? Quais eram as nossas preocupações? O que nos movia? O que a nossa vida (não a que gostamos de aparentar, mas a que vivemos de fato em casa) dizia sobre nós? O que formamos nos nossos filhos? Quais valores e princípios aprenderam com a nossa vida? O que e quem eram as nossas PRIORIDADES? O que dirão nossos filhos no dia que partirmos?

Nesta semana de comemoração ao dia das mães, só me resta mesmo refletir e me questionar, me por a à prova. Me doar 100% é sem dúvida o meu desejo e tem sido minha caminhada, mas não seria possível sem o meu Senhor e sem a Sua Igreja. Eu mesma teria ficado lá atrás há meses...Eles são os melhores presentes de dia das mães que eu poderia ter ganhado em qualquer momento*. Melhor do que qualquer livro, qualquer texto de algum profissional (distante) do assunto, é a Palavra viva, verdadeira, atual e prática. Melhor do que qualquer palestrante autoridade no assunto (mas de vida desconhecida) é a vida das minhas irmãs que já traçaram o caminho primeiro e que deixam pra trás um legado honroso e cheio da vida de Cristo, de um testemunho de renúncia de títulos, cargos ou reconhecimentos passageiros para um testemunho e ganhos eternos. Presente, é olhar para o lado e ter junto uma pedra preciosa, que me ensinou com sua vida e seu proceder enquanto me falava.

Só por meio Dele poderei um dia olhar pra trás e dizer que fui o melhor que poderia ter sido. Somente através da Sua misericórdia conseguirei cumprir tamanha e preciosa missão. Só Ele...só Ele...por Ele, para Ele.

"(...) a mulher será salva dando à luz filhos - se permanecerem na fé, no amor e na santidade, com bom senso." 1 Timóteo 2:15

"(...) e seja bem conhecida por suas boas obras, tais como criar filhos, ser hospitaleira, lavar os pés dos santos , socorrer aos atribulados e dedicar-se a todo tipo de boa obra." 1 Timóteo 5:10
{o que mais me chamou atenção nesse versículo foi a ordem das prioridades...}

Até breve!

*JC, nem vem...isso não te isenta do meu chocolate, ok?! Esteja isso claro entre nós!!!!

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