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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

Ela não é minha.

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Era quinta-feira à noite e eu arrumava a mala dela aos prantos, logo depois de a ter colocado no berço para dormir. Como de costume, já tinha chorado um bocado no chuveiro, mas eu não consegui conter o restante das lágrimas, nem tampouco esperar até o próximo banho, doía um tanto considerável. No domingo anterior estava sentada com meu marido enquanto ele procurava a passagem do próximo final de semana. Um compromisso demandava que ele estivesse em Curitiba no sábado durante todo o dia. Ele sairia então na sexta e voltaria no domingo. Até aí tudo normal, sou mais do que acostumada a ausências esporádicas de curta duração.
- Pensei em levar a Ana Luiza comigo.
Eu ri. Até parece. Ela é tão pequena, ela mama, ela não vai ficar sem mim, ela vai chorar, ela vai querer voltar, ela vai me procurar, ela precisa de mim, e se acontecer alguma coisa, Joinville é longe, não consigo chegar em 40 minutos. Até parece. Eram tantos motivos lógicos que se passavam pela minha mente, que eu precisei …