Vida de mãe | Quando o amor chega.

Este mês é muito especial pra mim, afinal, se Deus nos permitir, iremos comemorar o primeiro ano da minha pequerrucha e o meu primeiro como mãe. Não se espante se eu começar a escrever loucamente nos próximos dias, estou nostálgica, pensativa, filosófica e muito apaixonada.

Logo quando a Ana Luiza chegou, chegou também aquele turbilhão de emoções. Por vezes me senti a pior das criaturas porque nos primeiros dias, apesar de todo encantamento e todo dito amor, eu ainda não me sentia apaixonada, maravilhada, babona, como via tantas mães declamando pela vida/internet afora. Cadê o amor que não se mede? Me perguntei muitas noites. Ele ainda não tinha chegado. Ao comentar com uma amiga, ouvi que era normal, que ela por exemplo, amava muito mais a filha naquele dia, do que quando ela chegou. Desencanei. Mesmo.

Após o período crítico do pós-parto, comecei a me permitir conhecer e ser conhecida daquela pessoinha que de modo peculiar despertava em mim o incontrolável desejo de me doar, mesmo quando eu não queria, mesmo quando eu achava que não conseguiria. Um passo a cada dia e lá fomos nós, vencendo obstáculo por obstáculo. Passamos, dia após dia, nos conhecer e passar muito tempo juntas. Algumas vezes eu conversava e me achava uma boba porque parecia estar falando sozinha, outras tantas, me sentia muito bem acompanhada e compreendida. Os dias foram se passando...

Com o passar do tempo, veio a interação, as reações, as demonstrações e meu Deus... que sentimento é este? Ele realmente existe e eu posso dizer que tenho tido a imensa honra de senti-lo com uma intensidade que nunca imaginei ser possível. Doar-se passou a ser tão voluntário, prazeroso, cansativo também, mas recompensador a cada minuto. Neste último ano, posso dizer que ganhei uma grande companheira. Sim, porque ela me acompanha por onde eu estiver e hoje em dia, não porque trago a cadeirinha dela pra perto, mas porque os seus pés, tão pequenos e seu passos por vezes incertos, me procuram e com um sorriso ao me encontrar, ela demonstra o maior prazer do mundo em simplesmente estar próximo. Já eu, me sinto a mais felizarda das criaturas nesta terra.

Recentemente estava deitada com ela e fingindo estar dormindo, quando senti uma mãozinha pequenininha passar no meu rosto e ganhei um abraço e um beijo semi-desdentado. Me senti tão amada, que não saberia descrever em palavras, somente lágrimas... Abri os olhos e vi aqueles olhos levemente amendoados me sorrindo. O amor chegou, e tem muitos nomes, mas hoje vou chamá-lo de Ana Luiza.

Obrigada filha! Amo você!



Comentários

  1. Sua família é linda Karol, parabéns. Que Deus os abençoe sempre!!!

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