VIDA DE MÃE: CONALCO - PALESTRA II E III



Ainda na terça, participei de mais duas palestras e fiz abaixo um brevíssimo resumo sobre ambas!

Espero que gostem e que participem!

PALESTRA II - Adriana Bueno: Fonoaudióloga da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação. Graduada em Fonoaudiologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) com Aprimoramento Profissional em Fonoaudiologia Hospitalar pelo Hospital das Clinicas - FM/USP . Especialista em Disfagia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.

Desenvolvimento sensorio-motor oral no primeiro ano de vida do bebê

A palestra da Adriana foi bem técnica e abordou termos não tão conhecidos para não-fonoaudiólogos, o que fez algumas pessoas reclamarem do conteúdo. A questão é que o congresso é voltado para um público diversificado incluindo profissionais da saúde, o que não desvalorizou em nada seu conteúdo! Sendo assim, procurei extrair ao máximo das informações passadas: 

- A anatomia oral do bebê não é igual a de um adulto;
- Os bebês nascem com o reflexo de busca e sucção que é desenvolvido ainda no período gestacional e este deixa de ser um reflexo por volta dos 4 meses;
- A importância do aleitamento Materno como principal ator no desenvolvimento sensorio-motor oral do bebê;
- Os malefícios da chupeta/mamadeira para o desenvolvimento sensorio-motor oral no bebê
- Os reflexos normais apresentados por bebês durante a introdução alimentar, como o reflexo de GAG (aquele que parece que o bebe está engasgando mas que é uma resposta NATURAL de que o pedaço que ele está ingerindo é muito grande e precisa voltar para a boca para ser reduzido). 



PALESTRA III - Gabriela Bioni: Nutricionista (UERJ). Mestre e Doutora em Alimentação, Nutrição e Saúde  pelo PPG-UERJ. Pós-graduanda em Nutrição Aplicada à Gastronomia. Trabalha com pesquisa em alimentação complementar desde 2010 e atua como nutricionista materno-infantil realizando cursos atendimentos em domicílio sobre alimentação complementar. Autora do instagram @comidadebebe

Como nossas crianças estão se alimentando? Resultados de um estudo realizado com crianças menores de um ano no município do Rio de Janeiro


A Gabriela apresentou na verdade, os resultados do seu mestrado. Os dados foram coletados de crianças com idade abaixo de um ano no município do Rio de Janeiro desde a zona oeste à zona sul e tratava-se de um questionário que os pais respondiam informando se a criança havia consumido nas últimas vinte e quatro horas determinados alimentos (aqueles da lista de proibidos).

 Vamos a alguns dos dados apresentados:

% de crianças que ingeriu o alimento nas últimas 24 horas, dividido por idade:

BOLACHAS (não recheadas daquelas aparentemente inofensivas mas cheias de açúcar, maria, maisena, etc):

42% - 6 meses
74% - 9 meses
74% - 12 meses

ALIMENTOS ULTRA PROCESSADOS (pães, biscoitos, bolos, sorvetes, chocolates, barras de cereal, refrigerantes, pratos pré-preparados, hambúrgueres, produtos enlatados, sopas prontas, requeijão, margarina, embutidos - fonte)

18% - 4 meses
76% - 6 meses
97% - 9 meses
86% - 12 meses

QUEIJO PETIT SUISSE (aquele do potinho vermelho "(...)inho" que NÃO vale por um bifinho, é processado, cheio de açúcar, corante...uma ótima opção para desencadear uma alergia alimentar no seu bebê!)

7,7% - 4 meses
40% - 6 meses
60% - 9 meses
65% - 12 meses

SUCO INDUSTRIALIZADO (puro açúcar, corante, aditivo e baixíssimo valor nutricional!)

2% - 4 meses
3% - 6 meses
10% - 9 meses
15% - 12 meses

Também computou-se que, 26% das crianças de 9 meses havia consumido refrigerante nas últimas 24 horas, 13% havia consumido bebida de soja (NÃO É SAUDÁVEL, SOCORRO!!!).

Triste, né? Estes são apenas alguns dados que mostram parte da fotografia da alimentação das nossas crianças. Com base nestes dados e mais algumas informações adicionais coletadas, concluiu-se que o nosso cenário apresenta:

- Alimentação não adequada: pastosa, introdução alimentar precoce, alimentos ultraprocessados, baixa variedade, sendo os grandes influenciadores deste quadro:

  1. Trabalho materno (desmame); 
  2. Uso de Chupeta / Mamadeira;
  3. Crença / Tabus; 
  4. Falta de conhecimento dos pais / profissionais da saúde
Consequências futuras: Excesso de peso, diabetes, desnutrição, alergia, anemia, entre outros.  

A continuidade da amamentação até os 2 anos ou mais também é baixa. O leite materno, após os 6 meses continua sendo uma riquíssima fonte de nutrientes como ferro e vitamina A, por exemplo. 


Aí estão mais algumas informações que podem te ajudar a selecionar melhor a alimentação da sua família. Espero que os dados te ajudem em futuras escolhas! Certamente já me ajudou!

Vejo vocês em breve! 




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