Vida que se leva | Pilateando




(Este é um post pseudo-fitness. Ainda estou rasurando o estético!)

Um pouco antes de engravidar eu estava empolgadíssima com a história academia, saúde, fitness, BCAA, etc. Era seguidora e fã da minha xará Carol (Buffara) e em pleno inverno histórico no sul do país, lá estava eu às 5:30 da manhã acordando animada pra correr e malhar antes do trabalho com o termômetro marcando sempre abaixo de 10C. Quem me acompanha aqui há mais tempo vai se lembrar dos meus bom dias em meio a um breu, minhas comidas fitness e meu histórico de superação na esteira. Me lembro do final de semana que finalmente bati os 8km...mal conseguia me mexer no dia seguinte, mas já me imaginava na São Silvestre competindo com os Quenianos no fim do ano. #améliepoulainfeelings #desdequenasci

A verdade é que eu tinha planos de engravidar e resolvi que era hora de ser uma pessoa ultra saudável e na estirpe, porque eu achava que ia fazer bastante diferença na minha gestação, parto, pós-parto e até no pique da vida materna. De certo modo foi verdade. Tive uma gestação super saudável, ativa (mesmo não me exercitando como eu gostaria, pois a mudança não fazia parte dos meus planos cor de rosa iniciais), me controlei como pude no quesito balança (e tive meus dias de glória - vulgo gordice - com muita alegria, obrigada) e o parto e pós-parto foram "tranquilos". O pique da vida materna, nem tanto.

Logo depois que saí do resguardo eu quis voltar pra academia como nos tempos áureos. Achava que ia dar tudo super certo. Combinei com o maridão que daria mamá pra mocinha antes do banho, ele daria o banho e a colocaria pra dormir enquanto eu ia pra academia (e mandava mensagens de 10 em 10 min pra saber se já tinha dormido, se estava tudo bem). Chegando eu daria a última mamada da noite e todos viveriam uma vida feliz e fitness. Não deu muito certo.

Eu até fui nos primeiros dias com muita empolgação, mas comecei a sentir aquela preguiça, aquele cansaço de fim de expediente e acabei desistindo porque estava jogando dinheiro fora. Pela manhã era complicado porque ela acordava por volta das 5 pra primeira mamada e depois dormíamos todos, exaustos. Desisti por fora. Por dentro eu queria dar um jeito de me exercitar porque pra mim faz muita falta.

Tenho uma péssima postura desde a adolescência o que contribui e MUITO pra minha dor nas costas, sou completamente encurtada e como sempre fui ativa, eu sinto falta dos exercícios para dar aquela levantada no pique e ajuda no sono. Enfim, exercícios me fazem muito bem, mas a rotina de mãe me quebrou um pouco....

Foi aí que entrou o pilates. Apesar de não ser aeróbico, agitado, liberador master de endorfina (me gusta), ele me ajuda MUITO na questão alongamento, postura e DOR NAS COSTAS. Mesmo a Ana Luiza sendo pétit eu sinto e muito. Naqueles dias que a gente faz tudo com eles no colo (estende roupa, cozinha, lava louça, escova os dentes, vai ao banheiro, toma banho, agacha em média 5487
45x por dia...) eu já sei que no dia seguinte vou acordar cedo de tanta dor. Enfim, faz parte da função e tenho procurado os melhores meios para aliviar e o pilates tem sido de grandiosíssima ajuda. Além disso, minha fisio/general de guerra amada, além de pegar pesado pra dar uma moral na estética, também faz exercícios de RPG e tentamos focar nas dores da lombar.

 ~ Pra quem tem rotina de mãe, eu achei a melhor das melhores opções ~

- Uma hora por aula: dá pra dar uma fugidinha estratégica até entre uma mamada e outra
- Horário marcado: tem alguém de fato te esperando e é um compromisso mais certo do que a academia que fica lá o tempo todo e você que faz o seus horários...
- Trabalha o fortalecimento muscular: quem carrega um bebê (dois, três) sabe como isso faz falta
- Trabalha o alongamento e coordenação motora: por uma terceira idade mais feliz!
- Trabalha o psicológico/emocional/sanidade: tem dias que a gente precisa dar uma escapada estratégica e apenas pensar em respirar.

As semanas que os feriados coincidem com as minhas aulas ou eu por algum motivo desmarco, a diferença é notória!

Um dia, quem sabe, eu volte a malhar, tomar BCAA, correr feito uma franga desesperada na esteira, fazer careta no leg press, dividir série com os marombas no puley...mas pra minha realidade atual foi a melhor escolha. O aeróbico, endorfina e etc eu dou um jeito caminhando. Caminho MUITO! Tudo que posso resolver a pé, eu o faço...

Mudei as fotos de superação do display da esteira, para superação de alongamento e exercícios de força e concentração avançada! rs... Tem que ter!

Termino dizendo que tô in love com o Pilates mesmo e que vocês ainda vão me ver pilateando ao lado da Iza Goulart em um workshop da Sian Marshall no seu estúdio em Londres!!! Obrigada. #améliepoulainfeelingsparteII

Até breve!








Comentários

  1. Conheço bem esse cansaço. Ainda não consegui um tempo adequado pra eu poder maçar horário. Meu marido chega tarde do trabalho e eu não tenho nenhum pouco de vontade de sair pra malhar depois que o Nicolas dormir. Tem que catar brinquedo e arrumar a bagunça toda que fica pela casa. But one day! Pelo menos caminho todos os dias com ele, menos mal. Mais vc também bem precisa malhar, vc já se olhou no espelho, essa barriga maraaa sua. Misericórdia. Se vc pegar na minha vai se sentir melhor kkkkkk.

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    Respostas
    1. Depois que a Ana Luiza dorme à noite eu tb não tenho quase nada de ânimo pra mais nada. Tento fazer tudo antes dela dormir na casa porque depois eu sei que vou enrolar e não vou fazer! =// Caminhar é ÓTIMO, mas tem que se alimentar direito também hein!!!!!
      Minha barriga tá bem diferente, believe me... e ainda tem umas marquinhas extras...rs...

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