Vida de mãe: Eu julgo, tu julgas, nós somos mães.




Acredito que se existe uma prática comum no meio materno, está, é o julgamento. 

Estes dias atrás li uma mãe no instagram falando sobre redes sociais e o fato de que quanto mais expusermos nossa vida, mais seremos julgadas e que este é um meio (materno) hostil. Fiquei pensando e analisando a colocação por alguns bons dias. 

A primeira conclusão que cheguei é que todos julgamos. Independente do nível, a verdade é que todas nós julgamos sim. Somos seres racionais, inteligentes e possuímos opiniões próprias, logo temos capacidade de avaliação e análise. Isso é bom, certo? Eu acho que sim, não gostaria de ser um ser desprovido destas faculdades. 

A segunda é que a maternidade desperta em nós o instinto de proteção animal que toda fêmea tem. Eu descobri isto na primeira noite que a Ana Luiza chegou e dormiu ao meu lado. Ela respirava fundo e eu, que tinha sono de pedra, acordava a cada novo suspiro. Estes dias ela chorou de madrugada um choro diferente e eu dei um pulo tão rápido da cama, cheguei tão rápido ao berço, peguei ela no colo tão rapidamente que só fui pensar em tudo isso depois. Primeiro meu instinto me fez agir, depois pensei.

É agarrada a este instinto que julgamos. Olhamos umas para as outras e analisamos com base naquilo que entendemos como sendo "correto" ou com base no que fazemos, se a maneira como a outra esta maternando nos agrada ou se é de alguma forma uma ameaça. 

Não existe forma correta para se maternar, mas nossas opiniões não ficam de lado quando olhamos umas as outras. Estou mentindo???

É atrelado a tudo isso que surgem os grupos maternos, as tribos. Temos as mães pró-parto natural, temos as mães pró-cesárea eletiva. Temos as mães pró-amamentação, temos as mães pró-formula. Temos as mães criação com apego, temos as mães pró-babás etemos as mães que não podem ter muitas escolhas, então elas fazem o meio termo disso tudo. Temos vários tipos de mães e elas se julgam mutuamente, basta você abrir qualquer página pró-alguma coisa ou anti-alguma coisa no facebook. 

Conclui também que, não há escapatória. Mesmo que você seja uma família de ermitões, você será julgada. Mesmo que não exponha nada da sua vida, você certamente será julgada por isto. 

A pergunta que me intrigou mesmo foi, mas será que é preciso sofrer ou se deixar abalar por julgamentos ou rótulos?

A minha conclusão final foi de que não, não é preciso, desde que você seja bem resolvida consigo mesma e tenha paz nas suas escolhas quanto mãe. Seu instinto te dirá isso. Não existe forma correta, mas existe sim uma forma correta pra você, que pode ser descoberta tão somente por você mesma. 

Eu tive a Ana Luiza em um parto domiciliar, quer tema mais polêmico do que este? Irresponsável e louca são algumas das doces palavras que ouvi e tem também os que recriminam com o olhar mas se abstêm de expressar opiniões. Com muita sinceridade, não me incomoda em absolutamente nada. Não fiz minha escolha baseada no que iriam pensar. Fui atrás de informação de qualidade, de conteúdo, atrás de experiências e tomei uma decisão segura e com muita Paz de espírito. Eu sei das minhas dores e alegrias advindas de tal escolha, porque deixar alguém sem boa intenções arruinar algo que foi pra mim tão bom? Este é um dos muitos exemplos que poderia citar. 

Portanto minha cara amiga mãe, esteja segura das suas escolhas. Procure informações antes de optar por este ou aquele método, este ou aquele pensamento, esta ou aquela teoria. Converse com o seu marido, discutam as possibilidades. Orem. Peçam a Deus direcionamento. Ouçam-no. Ouça a si mesma, ouça o seu instinto e seja feliz! Nunca mais você vai se sentir inferiorizada por esta ou aquela mãe que fez opções diferentes da sua porque você vai ter paz nas suas escolhas e decisões. 

Se deu errado, se não saiu conforme o script...lembre-se que não sai pra NINGUÉM neste mundo, por mais lindo que possa parecer de longe, nas fotos editadas no facebook ou no instagram. 

Finalizo dizendo que sim, estamos constantemente julgando e sendo julgadas, mas a forma como encaramos tudo isso, não precisa ser hostil, não precisar ser falsa, nem maquiada com palavras ou comentários dúbios, não precisa se quer ser expressa. Olhar, analisar, ter humildade para aprender, reter o que é bom e descartar o que não é. Andar em paz com todos. Estar e sentir-se segura. 

No fim do dia, todas nós estamos no mesmo barco, aquele que por amor ao nosso filhote, age no ímpeto, no instinto, na voracidade e complexidade da nossa natureza. Eu julgo, tu julgas, nós somos mães. 




 Até breve!











Comentários

  1. Oi karol! muito bem colocado! Acompanho sempre suas postagens, inclusive ha um tempo atras vc me deu bastante informacao sobre valores de parto no apart hospital, lembra? Te aluguei tanto, rs!, enfim, meu filhote nasceu, nao foi la, foi aqui em anchieta, do lado de guaraoari parto natural como eu queria, gracas a Deus! Hj ele esta com quase 8 meses, otimo, e vamo que vamo!
    obrigada por compartilhar suas experiencias e ricas reflexoes!, e parabens pela filhota, esta linda!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Debora!!! Claro que me lembro!!!!! Fiquei muito feliz que você tenha conseguido seu parto natural, mesmo!!!! Que notícia boa! Também muito feliz de você estar por aqui! :)
      Muito obrigada! Bjs!

      Excluir
  2. Ótimo blog, torço muito pela felicidade do casal. Sou amigo do jó desde minha adolescência, sempre soube que teria um futuro brilhante e de muito sucesso.

    Um forte abraço na família linda!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Caro leitor,

Obrigada por tirar um tempo para comentar aqui. Ficarei muito feliz em ler seu comentário e responderei assim que possível. Um beijo!

Postagens mais visitadas deste blog

Parto Domiciliar do Mathias | A trajetória

Bon Appétit: Wrap de Alcatra e Cheddar

Inspirando...babies!