Uma mãe de primeira viagem: Desenvolvimento Infantil - as primeiras diretrizes!

Imagem: Google



Modéstia parte, considero-me uma pessoa de muita sorte. Aliás, acho que mais sortuda do que eu, é a Ana Luiza!

Um pouco depois dela nascer comecei aos poucos a pesquisar sobre desenvolvimento infantil. No início temos tanta coisa nova com que se preocupar, que a última coisa que eu queria era ter que ficar lendo livro sobre quais atividades eu deveria fazer com ela para qualquer tipo de estímulo. Ao meu ver a principal atividade para um recém-nascido é mamar e dormir. Para a mãe, conseguir dormir já é grande lucro.

MAS AFINAL O QUE É DESENVOLVIMENTO INFANTIL?

Trata-se do desenvolvimento do aspecto físico, emocional, cognitivo e social de crianças de 0-6 anos.

A medida que ela foi crescendo, o assunto foi se tornando mais pertinente e aí entra a "sorte". Uma das minhas amigas mais chegadas e lindas é Mestre em Pedagogia e com ela já discuto desenvolvimento e infância há algum tempo. Além disso, minha irmã está se formando em letras Inglês e trabalha com crianças também, sendo o tema da sua monografia ligado ao desenvolvimento infantil. Com ela eu já discuto absolutamente tudo desde que ela nasceu e abriu os olhos! Hehehehehe
Sortuda eu, né? Estou sugando tudo que posso delas, na verdade estou só começando, tá queridas??? rs...

Temos discutido Montessori, Waldorf, Teoria do não, Rotinas, etc...

Por isto resolvi começar a escrever sobre o assunto! Temos tido várias conversas nesse sentido e nós (pais da Ana Luiza) começamos a vislumbrar as possibilidades e também o rumo que queremos dar as coisas.

Não sentamos e listamos os pontos abaixo, mas a medida que fomos discutindo o assunto, eles ficaram claros e guiam as demais decisões que tomaremos a respeito da criação dela. 

Sendo assim....

Antes de aplicar qualquer metodologia, concordamos que o "livro principal de consulta" desta residência é a bíblia. Qualquer método, por mais lindo e melhor que pareça, que vá contra os princípios estabelecidos por Deus, não nos serve. O que nós queremos acima de tudo é ter discernimento para fazer escolhas que serão benéficas sim para o desenvolvimento da Ana Luiza, mas que prioritariamente a aproximem de Deus, a faça conhecê-Lo e a tornem amiga e filha dEle.

Eu sei que existem muitas coisas boas por aí, que prometem fazer do seu filho a criança mais desenvolvida do mundo, mais autodidata, mais bem sucedida, mais inteligente, mais tudo...só que não temos esse tipo de pretensão. Não temos qualquer expectativa neste sentido e não queremos nos achar ou fazer com que ela se ache, superior a ninguém. Infelizmente é isto que acontece. As mães visivelmente começam a pirar o cabeção: "Meu filho faz isso, meu filho já lê, meu filho já fala 5 idiomas, bla bla bla" e tudo isso é sim com tom de superioridade de Q.I. É bem triste, porque o mundo por si só, já é competitivo demais, cruel demais. Por que não postergar essa enxurrada de coisas negativas para o tempo adequado? A competição vai vir, é natural do homem, é instinto de sobrevivência igual aos animais que estão lá na selva (quem trabalha em escritórios sabe bem disso!!!!). Por ora, o que nós queremos é ter a possibilidade de acompanhar o seu desenvolvimento e proporcionar a ela um ambiente saudável para que ela o faça ao seu ritmo.  Sem expectativas futuras. Sem planejar uma carreira pra ela. Sem querer que ela seja acima da média ou melhor que ninguém. Apenas que ela seja uma criança que encontrou em casa pais compreensivos e dispostos a incentivá-la a explorar e conhecer o mundo que a rodeia, pais que acima de brinquedos caros ou qualquer outra coisa querem se fazer presentes. Acho que estar presente é o melhor dos melhores incentivos do mundo para o desenvolvimento de qualquer criança. O melhor presente!

Também concordamos que ela será CRIANÇA. Com todas as letras possíveis, com o mínimo de frescuras e neuras possíveis. Gente, é uma fase tão maravilhosa da vida, tão preciosa, tão única, passa tão rápido... No mundo atual, conseguir proporcionar uma infância feliz e ativa já é uma grande conquista!!!! Ah, se eu puder passar tardes brincando com minha filha.......

"Primeiro a obrigação, depois a diversão." Esta era uma frase que eu ouvia constantemente da minha amada mamãe e que marcou a minha infância. Comecei a ter responsabilidades dentro de casa muito cedo e foi ótimo. Eu nunca deixei de ser criança por isto. Isso foi muito positivo posteriormente e me tornou uma pessoa ciente das responsabilidades e da necessidade de dividir tarefas em um ambiente compartilhado. Portanto, vamos sim começar cedo ensinando a Ana Luiza responsabilidades dentro de casa. Brincar é maravilhoso, mas dividir tarefas também é divertido e faz parte do aprendizado.

Bilíngue, sim! Este é um tema "delicado" e que pode virar um post por si só, mas nós decidimos que a Ana Luiza vai ser alfabetizada e educada em Inglês e Português ao mesmo tempo. Eu sei que parece pra muita gente uma coisa chique, ou uma coisa de gente fresca, ou algo muito maravilhoso para o futuro dela, mas na verdade mesmo a gente brinca aqui em casa que é acima de tudo, ECONÔMICO. Pra que pagar escola bilíngue (CARÍSSIMA por sinal) ou curso de inglês se ela pode perfeitamente aprender em casa?! Eu e a tia dela só falamos em Inglês com ela e as demais pessoas falam em português. Ela vai saber falar e diferenciar as duas alternativas perfeitamente. Quem mora fora do Brasil sabe bem como é esta experiência. Muitas vezes, eles demoram um pouco mais para começar a falar, mas já falam as duas. Confesso que eu fico com vergonha de falar com ela na frente das pessoas ou em público porque é algo que gera um certo estranhamento "por que essa pessoa está falando inglês com a criança se estamos no Brasil? Que ridícula..." é o pesamento mais comum, podem me julgar!!!  Estou aos poucos ligando AQUELE botão, sabem? Eu e a Suzana já temos por hábito falar inglês e a princípio as pessoas acham tosco mas depois se acostumam. Estou focando no botão e aos poucos vou perdendo a vergonha. Livros, vídeos, o que eu puder passar pra ela em casa será preferencialmente em inglês. Do português a vivencia dela aqui no Brasil dará conta... Para as mamães fluentes em Inglês (JULIE, ARE YOU OUT THERE??) e que estão tentando também, me contem como está sendo a experiência por favor! Requer bastante persistência, depois pega o jeito, como está sendo?!

Homeschool, talvez. Tema polêmico, eu sei. Aqui no Brasil estudar em casa ainda é muito recente e muito, muito polêmico. Lá fora já é uma prática antiga, estudada, consolidada. Estamos discutindo sim esta possibilidade por N motivos muito fortes. É uma decisão séria e que requer todo um cuidado de análise dos prós e contras, metodologia, etc. Estamos pesquisando, nos informando e contratando a tia Suzana que já está desenvolvendo um projeto nesse sentido. Ainda temos tempo, é verdade, mas informação nunca é demais =)

E vocês? Pensam nos valores que querem passar para os filhos? Metodologias? Sem metodologias-deixa-a-vida-me-levar? Compartilhe sua opinião! :)

Até breve!














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