Uma mãe de primeira viagem: maternidade e prioridades.


Ser mulher é uma coisa muito legal e abrange tantos papéis. Somos diversas pessoas em uma só. Somos esposas, amigas, mães, profissionais, donas de casa...a lista é longa.

Eu não sei vocês, mas a maternidade foi, de todos estes papéis o mais impactante e o que mais trouxe mudanças internas. Acho que todos os outros papéis surgem gradativamente, são mudanças mais suaves, mas pelo menos para mim, a maternidade me deu um belo tapa na cara em um belo e ensolarado sábado de manhã e disse: se liga, agora você é mãe!!!!!!!

E como ficam os outros papéis?! Como fica a nossa personalidade e essência com tudo isso?! Existe vida além dos filhos?!

Mesmo antes de engravidar, nas minhas observações da vida, sempre notei os diversos tipos de mãe (elas são todas iguais, mas diferentes). A que mais me chamava a atenção, era aquela que apesar das mudanças maravilhosas e inevitáveis da maternidade, conseguia continuar sendo quem ela era, mantendo o possível da sua essência e das prioridades, agora adaptadas a nova realidade. Tenho bons exemplos delas na minha família, na igreja, na vizinhança... Mães que se dedicam em tempo integral aos filhos e que ainda assim encontram tempo para si, para fazerem o que gostam e o que lhes dá prazer à parte dos filhos.

Exatamente. À parte dos filhos, porque querendo ou não, os filhos estão conosco temporariamente e Deus sabe como eu creio na dedicação materna a eles, mas a sociedade agora impõe um extremismo muito perigoso: a idolatria aos filhos, ou filholatria.

Ser mãe é algo mágico, divino, que ocupa todo o nosso ser durante 24h do dia e você nunca mais deixará esse papel, mas ele também requer equilíbrio e muita dependência do Senhor. Essa tem sido a minha experiência ao menos.

Noto como é fácil engajar toda a nossa atenção e dedicação aos filhos que todo o demais fica pra lá. Deus, o marido, os irmãos, amigos, família e nós mesmas... Vejo na internet mães vorazes defendendo o fato de que a vida delas gira em torno dos filhos e toda e qualquer mãe que não faça o mesmo não é digna, é menos mãe, é menos cuidadosa, ama menos. Por mais que as palavras não sejam explícitas elas gritam este pensamento nas entrelinhas. O resultado dessa inversão de prioridades também é notório, basta observar.

Uma vez, no chá de bebê de uma amiga, ela recebeu o seguinte conselho de uma irmã muito amada e sábia: Ame mais a Deus do que aos seus filhos. (Amiga, você sabe quem é? :))

NUNCA MAIS ME ESQUECI DESTE CONSELHO...e eu nem era casada! Ele é simples, curto, mas muito eficaz e PRÁTICO (amo coisas práticas). Hoje em dia ele martela na minha cabeça constantemente e me faz lembrar que quando eu amo mais a Deus, eu também amo mais a Sua palavra e por amor à Ele, com a Sua graça e misericórdia, vou conduzindo minhas atitudes.

Aí eu me lembro que o primeiro é sempre o meu Senhor e logo depois vem meu marido que é uma só carne comigo e cabeça da nossa casa, antes da Ana Luiza sempre, porque é assim que Deus instituiu, me lembro que tenho um compromisso com a Igreja e a Ana Luiza deve se adequar a esta realidade, lembro-me que a palavra diz que há tempo para todo propósito debaixo do céu (estar junto, separar, amar, chorar, sorrir, etc...) (Eclesiaste 3), lembro-me que a minha moderação deve ser conhecida dos homens (Filipenses 4) e assim vamos caminhando. É algo que eu preciso lembrar diariamente, constantemente para não me perder, porque é sutil, muito sutil. Eu pelo menos, faço esforços notórios para não me esquecer e para por em prática todas estas coisas, mesmo que eu falhe aqui ou ali...

Isso na prática, significa que eu tiro tempos diariamente/semanalmente: procuro tirar um tempo para fazer algo que eu gosto (o blog tem sido uma das principais, ele é o meu "tempo a sós" ou se não saio pra fazer algo sozinha e Ana Luiza fica com meu marido ou minha mãe, irmã...), tempo para ler algo que traga edificação para minha vida/casa/família, tempo para estar a sós com meu marido (geralmente à noite quando a Ana Luiza dorme temos algumas boas horas só nós), tempo para estar com a minha família (com ou sem a Ana Luiza), tempo para estar com as minhas amigas (também com ou sem a Ana Luiza, mesmo que seja com menos frequência/mais rápido - amigas, tenho me esforçado!), tempo para estar/conversar com as irmãs (mesmo que seja pelo Whatsapp!). É difícil, às vezes cansativo é verdade, mas faz muita diferença. Tira o foco exclusivo do tema "filho, filho, filho" e me faz lembrar que eu sou um pessoa independente da Ana Luiza e que preciso estar centrada e com as prioridades no lugar a fim de oferecer a ela um exemplo saudável e equilibrado, baseado naquilo que o nosso Pai nos ensina. Amá-la acima de qualquer outra coisa no mundo pode parecer muito bonito, terno e materno, mas é um padrão estabelecido pelo mundo e não por Deus.

Quero muito conseguir sempre por este conselho em prática e para tanto preciso muito (infinitos muitos) do Senhor e da Igreja, que me ajuda a olhar para o Alvo e me mantém sã! :)

Também sempre olho as mamães ao meu redor! Há inspiração em toda parte, basta observar. Todo mundo tem algo de bom que podemos aprender!!! 

Obrigada a todas às mamães que escrevem um pouco sobre si, sobre sua experiência ou até muitas vezes que são inspiração somente pelo fato de serem mães!!!! 

Boa semana!!!









Comentários

  1. Pra variar, saio daqui edificada!! No meu tempinho "á sós comigo mesmo" de 5 min. (Por enquanto) , passo por aqui.. E hj me senti obrigada a agradecer por ter partilhado essas palavras. Feliz demais em ver sua vida em Cristo. Bjkss

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    1. Oh amiga, Jesus sabe de todas as coisas... Tenho precisado bastante dEle! Aprendi com a Carol (Leite) que a maternidade nos aproxima de Deus, e é verdade! É bom, né? Fico feliz que encontre coisas boas aqui... tenho procurado não reter o que tenho aprendido, de bom e de ruim também... são dias e dias, né?! Glória Deus! Beijos!!!!!

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  2. To tentando voltar a minha vida normal. Most days it's difficult but I'm trying. O blog realmente ajuda bastante to "center" me. Thanks for sharing!

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    1. Most days são mesmo! I know!!!!! Tem dia que a gente quer virar um ermitão e entrar em um casulo, né?! But we gotta keep trying.... No futuro it pays off!!!!!! Thanks for coming by!!! :**

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  3. Que post lindo amiga. É muito dificil mesmo esse balanço, e acaba virando um daqueles pecados tão inocentes, que veem da gente querer bem. Mas falou e disse, é idolatria sim. Para mim, me ajudou muito voltar a trabalhar para colocar o Arthur no plano certo, me desvinculando um pouco dele.

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    1. É difícil mesmo Ju e tem que lutar constantemente para não perder o equilíbrio, não é?! São muitos papéis e uma única pessoa..rs...

      Bjs!!!

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