Uma mãe de primeira viagem: Viajando na Gravidez


Entrando na 31 semana, durante a viagem!

Eu sei que deve ter muita gente que me achou doida por viajar no sétimo mês de gestação (além da minha mãe, tia e amigas), mais precisamente com 29 semanas e dois dias na ida e chegando aqui com 31 semanas e dois dias. Eu gostaria muito de ter ido antes, mas não deu e aqui eu trabalho com o que tenho nas mãos. Eu já havia questionado meu médico em Joinville e também questionei a médica aqui sobre prazos e ambos me disseram a MESMA coisa: até 32 semanas seria tranquilo fazê-lo, pois a minha gestação é de baixo risco e estava tudo dentro da normalidade. Também me comentaram que as cias aéreas não são muito fãs de grávidas à bordo após este período e que minha disposição também iria mudar muito.

Pensei bastante e decidi ir. Se eu aconselho? Bom, depende muito da sua gravidez e mais ainda do seu perfil. Conheço meia dúzia que não dariam conta e outra meia dúzia que encarariam no nono mês sem problemas. Vai muito de pessoa pra pessoa, de grávida para grávida. Prefiro minimizar o mimimi e maximizar oportunidades! Além do mais, o destino é de suma importância e eu não estava indo para o Himalaia aonde tudo é complexo, longe e eu não saberia me comunicar sozinha. Estas coisas também foram avaliadas e levadas em consideração.

VOANDO

Os voos não foram tranquilos como de costume. Na ida foram 10 horas e na volta 9 (direto, no trecho internacional, fora as conexões e esperas). Apesar das duas poltronas extras, a ida foi muito mais difícil. Não dormi como geralmente faço antes mesmo do serviço de bordo, passei MUITO frio e não tinha posição alguma confortável. Pra melhorar, lá pelas tantas meu nariz começou a sangrar por conta do ar ressecado. Costumeiramente, levo nos voos água termal, bepantol e meia extra, ajudou bastante, mas mesmo assim foi difícil. As poucas horas que dormi foram deitadas no colo do JC esticando as pernas. Na volta foi mais tranquilo, mesmo não tendo assentos extras. Dormi mais, não senti frio, nem sangramento nasal, contudo no fim da viagem quando cheguei à Vitória, eu estava MEGA inchada.

ESTADIA

Durante minha estadia, graças a Deus correu tudo bem. Andei MUITO, me cansei MUITO e entrei na fase da falta de ar. Meu pique realmente não é a mais o mesmo e qualquer coisa agora me deixa mais ofegante. Procurei trabalhar com o meu limite. Quando sentia que estava me passando, diminuía o ritmo, ia dormir mais cedo, procurava coisas que exigiriam menos no momento. Quando me sentia bem, aproveitava ao máximo!!! Me senti quase que 100% durante todo o tempo, senti algumas dores quando cheguei (acho que por ficar muito tempo sentada e o stress) e azia, mas são coisas que eu sentiria aqui também, então não dei muita importância e fiz o possível para superar os contratempos e tirar o máximo de proveito do momento. Fiquei MUITO atenta sempre aos movimentos dela (praticamente uma ginasta essa minha filha), cólicas intensas e claro, algum sangramento.

OS PEPINOS

Tivemos contratempos? Vários! Na ida o drama com a TAM, que relatei no primeiro post sobre a viagem e na volta, alguns. Comentei que voamos em stand by e por amadorismo, mudei o voo de conexão nacional nos EUA, o que resultou em um voo mais cheio e zero vagas para stand by. Conclusão: viríamos embora na sexta e só conseguimos vaga para embarcar no domingo. Como fiz o check in na sexta no aeroporto em Atlanta, minhas malas foram para Charlotte (minha cidade de conexão) e no último momento descobrimos que não iríamos, mas me garantiram que elas ficariam lá até que fosse confirmado nosso embarque internacional. Resumindo a ópera, minha malas vieram para o Brasil no sábado e eu só cheguei na segunda de manhã. Além disso, tínhamos o trecho interno para remarcar e para somar, nosso volume de bagagem era internacional e o bilhete Congonhas/Vix um mero trecho nacional. Decidi na sexta no aeroporto que não adiantaria sofrer por antecipação, resolveríamos uma coisa de cada vez e o que tivesse de ser, seria. E FOI!!!

Além destes obstáculos, o tempo de espera em Charlotte para o voo internacional foi bem longo e cansativo. Chegamos lá às 9 da manhã e só embarcamos mais de 6 da tarde. Não tinha nada em volta para se fazer, então passamos o dia no aeroporto. Lá pelas tantas, depois do almoço, fui para o portão de embarque e como não tinha uma viva alma, estirei mala, casacos e tudo mais no chão e tirei aquele sono desconfortável da tarde. Faz parte! Quando falei sobre perfil me referia a isto. Muita gente talvez tenha dificuldades com estas coisas e dormir em chão de aeroporto nunca é algo confortável mesmo, ainda mais com uma barriga de quase 8 meses. Era o que tinha pro momento e eu preferi dormir à ficar me preocupando com o que não iria mudar. Na dúvida colega, durma e resolva uma coisa de cada vez...

Minha caminha lá no final....



OS MILAGRES

O primeiro pepino que era conseguir vaga, foi resolvido e embarcamos no Domingo cedo para Charlotte e para o Brasil no fim do dia. Ao chegar em Guarulhos,  com atraso considerável, descobri que minhas malas estavam lá no escritório de bagagem junto ao check in, ou seja, não passamos com nada além de duas malas de mão na PF. Quem vem dos EUA sabe o que passar na PF significa, ainda mais com um enxoval completo na bagagem. Tinham 5 voos desembarcando juntos e as chances da PF querer revistar nossos volumes eram bem grandes, já que eu tinha duas caixas nem um pouco discretas, sendo uma do carrinho. Estávamos psicologicamente preparados para o pior, com direito à revista, taxação, humilhação e tudo mais. Não aconteceu. 


Ao chegar no escritório da US nossas malas estavam todas em perfeitas condições, guardadinhas e quase intactas. A caixa do carrinho foi aberta pela segurança nacional americana para inspeção e eles colocam um aviso, fora isso, tudo perfeito.

Consegui remarcar o voo SP/VIX para aquele mesmo dia, pois inicialmente teríamos um pernoite em SP totalmente desnecessário. Para melhorar, trocamos de aeroporto e em Congonhas, além de não me questionarem ABSOLUTAMENTE NADA sobre gravidez, ainda vivenciamos o milagre dos volumes. Embarcamos tudo sem pagar uma taxinha extra se quer por peso adicional. NADA. Quando as bagagens passaram na esteira do check-in e a moça entregou nossos cartões eu olhei pro JC e disse: CORRE!!! Não acreditávamos! Muito melhor que pedimos ou pensamos...Estávamos preparados para o pior e no fim, tudo cooperou. Tudo sempre coopera, a gente é que não sabe discernir e nem confiar.

AS CONCLUSÕES

Os contratempos ensinaram, colaboraram e chegamos em casa além de fedorentos, morrendo de calor e inchada, gratos!

Foi nossa última viagem pré Ana Luiza e foi deliciosa! Se eu recomendo? Depende muito de você! Se eu faria de novo? Com certeza absoluta!!!

Agora estou na ansiedade de fazer nossa próxima viagem à três. Não vejo a hora de começar a ensinar à minha filha que a vida é para ser vivida assim, intensamente, e que isto, fica reservado exclusivamente àqueles que tem a ousadia de arriscar.

Vista aérea de Vitória



Semana que vem eu escrevo um pouco mais sobre como estão as coisas com a gestação, o quarto, chá de fraldas e a minha mudança de médico. Sim, mudei novamente!

Por enquanto, fico por aqui!!!

Até breve!

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