A place to be: Ilha do Mel!


Olá pessoas!


Minhas segundas são sempre insanas e eu nunca consigo postar! Estava doida pra falar sobre a Ilha do Mel aqui. Então vamos lá!

E VOU FALAR (ESCREVER, NÉ!) MUITO, OK?! Detesto ler posts sobre lugares/viagens superficiais, sem detalhes. Quando procuro dicas na internet gosto de saber da experiência completa, pontos positivos, negativos, percepção, preços, como chegar, como sair, portanto, senta que lá vem história!

Todo ano planejamos uma mini viagem para comemorar nosso aniversário de casamento. Como ele cai em setembro, dificilmente conseguimos pegar super férias e fazer uma super viagem, então a gente aproveita os destinos próximos mesmo. Aliás, super férias é algo que não acontece nunca lá em casa, graças ao escritório. Tudo tem o ônus e o bônus, quem sabe daqui a alguns anos, né?

Eu sempre falo que somos bem sortudos de morar aqui em SC, pois podemos aproveitar vários lugares legais sem ter que necessariamente viajar pra longe. Quem mora em cidade turística ou dispõe de uma logística legal (Vitória também é assim!), pode se aproveitar destas vantagens. Aprendi muito morando fora a valorizar o que temos em casa e o Brasil tem tanta coisa pra se conhecer, né? A cada ano minha lista de lugares aumenta... “só me falta-me o dinheiro...” e o tempo!

Bom, este ano resolvemos ir à praia. No ano passado fizemos o roteiro frio/serra catarinense. Este ano, a escolha foi pelo litoral paranaense, ou mais precisamente: Ilha do Mel. Marcamos para o final de semana do aniversário, mas como o tempo não colaborou, adiamos até agora.

A Ilha do Mel fica localizada no município de Paranaguá, é administrada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a sua visitação é repleta de restrições, como por exemplo, a quantidade de visitantes que não pode exceder cinco mil. São 35km de perímetro e muitas zonas ecológicas preservadas, aonde a presença de visitantes é restrita. Não há iluminação pública, ruas asfaltadas (somente trilhas) e não é permitida a tração de animais ou automóveis. Ou seja, estamos falando de um lugar quase que selvagem, deserto e maravilhoso, eu diria.

Para chegarmos lá, fizemos o trajeto pra quem vem do sul: fomos de carro até Pontal do Sul, onde já estivemos antes, lembram-se? Deixamos o carro em um dos muitos estacionamentos cobertos e privados e caminhamos até o terminal de embarque, que ficava bem próximo ao nosso estacionamento. Dica: quem vem do norte (Curitiba, por exemplo), pode descer até Paranaguá e também pegar o barco por lá, só que são 1h30 de travessia, aproximadamente. Chegando lá compramos a passagem de ida e de volta. Infelizmente tivemos um péssimo contratempo.

O transporte entre o continente/ilha/continente é feito pela associação de pescadores da região e regulamentada pelo governo do estado. Os barcos saem de 1 em 1 hora das 8:00 às 18:00 diariamente, ou de ½ em ½ hora na alta temporada/finais de semana. Nós tínhamos lido que para a ilha o último barco saía ás 17h então corremos MUITO pra chegar a tempo! Aliás, deu tudo errado na saída de JVE e quase até desistimos. Quando entregamos os tickets para o fiscal, para embarcamos no barco que estava PARADO ali e praticamente VAZIO o dono do barco disse que não nos levaria. Ficamos para trás com mais um casal e um outro rapaz, que a mulher já estava no barco e ele tinha ido apenas estacionar o carro com a promessa do dono do barco que iria espera-lo. Foi muito chato. Depois descobrimos que, se alguém nos embarca depois do horário, quem recebe o dinheiro do ingresso é na verdade o próximo barco. Não custava nada o rapaz nos embarcar e ele poderia dividir com o próximo barco, mas ele teve muita má vontade e pouca percepção de como tratar turistas. Rolou muita discussão entre o outro casal e o fiscal e o clima ficou bem chato. Felizmente descobrimos que às 18H saía outro barco. Nos restava ficar ali sentados esperando uma hora. (Só pra constar, o nome da embarcação era Eclipse III)

Neste meio tempo o outro casal, habitué da ilha, conseguiu uma voadeira para fazer o transporte na hora e veio nos convidar para irmos juntos. Como já estávamos ali, decidimos embarcar nesta aventura. E que aventura, colegas! Pedimos o reembolso das passagens de ida e lá fomos nós! Atravessamos rapidamente e na metade do caminho, descobrimos que aquele pobre rapaz que ficou pra trás sem a mulher, na verdade era o noivo! Ele ia casar no sábado lá na ilha e a noiva dele estava cheio de coisas lá no trapiche esperando por ele! Salvamos o noivo, gente!!!!!!!! Muita emoção!  Como fomos de voadeira, chegamos lá voando literalmente e foi super tranquilo o trajeto. Uma pena que o tempo estava fechado e com cara de chuva.
Desembarcamos no trapiche em Nova Brasília.Dica: a ilha tem dois pontos de desembarque, Brasília e Encantadas, se tiver reservado pra ficar em uma pousada, verifique aonde deverá desembarcar com antecedência. Do contrário, você corre o risco de ter que caminhar 4 km na areia fofinha.


Como erámos muito amadores, levamos altas tralhas. Prancha de surf, mochila com rodinha (obviamente apropriada para asfalto e não areia), minha bolsa de praia LOTADA de coisas, câmera fotográfica (nem um pouco portátil), dois pés de pato, dois snorkels, e ainda saí carregando duas toalhas de praia que não cabiam em lugar nenhum. Coisa de amador, tá gente? DICA DE BEST FRIEND FOREVER: leve somente, estritamente, o necessário. Quanto mais leve e portátil a sua bagagem, mais feliz você será e menos você se lembrará do trajeto.  Foram 15 longos e intermináveis minutos de caminhada em meio a trilha de areias fofinhas, trocando as tralhas de uma mão pra outra. O casal muito querido que nos ofereceu transporte, também foi nos mostrando ao longo do caminho tudo que a ilha oferece: “esse restaurante é bom, aqui você aluga bike, esta casa você pode alugar por tanto...” demos muita sorte! Finalmente chegamos à pousada. Deixamos as coisas no quarto, respiramos, rimos do quanto somos juniores, lamentamos as dores e fomos caminhar. Achei o “conceito” do local bem interessante. Você vai caminhando pela trilha e tem várias pousadas uma ao lado da outra. Mas tudo muito “natureza” e sinceramente, uma palavra pra definir seria Hippie! Aliás, tem altos circulando por lá. Têm pousadas para todos os gostos e bolsos e até camping, mas se você quer um lindo resort, piscina, luxo esse não é o destino colega! Lá é tudo bem simples mesmo e eles buscam viver de modo equilibrado com o meio ambiente, portanto, sem esbanjar em nada.

Quando pesquisei onde ficar, só vi uma pousada que tinha piscina. Algumas pousadas possuem restaurante aberto ao público, que se tornam o point de encontro da galera à noite. Fomos comer na pousada dos nossos colegas de aventura, que ficava ao lado da nossa e estava bem movimentada. Tudo bem rústico e simples com um atendimento fora do comum de tão legal! Ficamos ali curtindo uns petiscos, batendo papo e ouvindo a musica ao vivo. À noite pegamos dois filmes emprestados na recepção da pousada (eles tinham bastante opções) e na verdade capotamos na metade do primeiro, lamentando muito o vento frio e a chuva que estava lá fora. No sábado mudamos de quarto (sim, nossa vida é mudar, gente!). Fomos para uma suíte que fica na praia, no terreno atrás do terreno principal da pousada e certamente eu recomendo a hospedagem lá, pois a vista é linda, o deck é bem legal e os quartos são melhores.

Lá pelas 11 da manhã o sol deu as caras e resolvemos explorar a ilha. Alugamos duas bikes! Pegamos indicação com a recepcionista da pousada, que nos indicou um lugar com o melhor custo x benefício. Elas estavam em péssimas condições, mas vai, não esperávamos grandes coisas, tive que recolocar a corrente duas vezes ao longo do trajeto, mas recebi um desconto por isso. O rapaz da loja nos indicou pedalar até o forte e até a baia dos golfinhos. Disse que como a maré estava bem baixa, tínhamos plenas condições de chegar até ambos, mas deveríamos voltar antes da maré encher, do contrário seria mais complicado voltar por trilha. Dica: recomendo demais este passeio. São 15 min até o primeiro ponto e mais 15 até o segundo. Na volta já pegamos a maré mais cheia e tivemos que correr contra o tempo. Foram 3 horas de passeio e muita paisagem LINDA e até um leão marinho fofo que veio bem pertinho de mim.

Quando voltamos pra pousada, pedimos um lanche pra matar o que estava me matando. A comida da nossa pousada foi muito aprovada, mas até agora não sei bem se era porque estava bom mesmo ou porque estávamos famintos. À noite fizemos aquele programinha de bate papo, petiscos e música ao vivo. No domingo, acordamos bem cedo e como meu marido encontrava-se acabado da pedalada ficamos pela praia. A praia de fora, onde estávamos hospedados, é uma praia pequena em extensão e cercada por dois morros. Em um deles tem o farol das conchas, que aproveitamos os últimos momentos para subir e curtir a vista. No domingo estava bem propícia para o surf e o mar estava crowdiado (falou a do surf, brother!) e tinham duas mocinhas mandando muito bem, inclusive.

Fizemos o check out meio dia e fizemos novamente aquele percurso MARAVILHOSO com todas as tralhas que não usamos!  Na volta demos um jeito de deixar a bagagem mais compacta e acho que sofremos menos com a quantidade, mas o peso era o mesmo. Felizmente já tinha um barco lá e rapidamente já estávamos a bordo voltando para o continente. O dia estava lindo e pudemos aproveitar a viagem de volta tranquilamente. Na próxima queremos conhecer Encantadas, o outro lado da ilha!

Algumas outras dicas de amiga:

- Leve repelente (estou repleta de picadas de pernilongos e borrachudos), eu havia lido esta recomendação e deixei passar batido. Não repitam o meu erro;
- Leve uma lanterna. Pra caminhar à noite e até mesmo ir comer em uma pousada mais distante, é necessário. Tentamos fazer isso no sábado mais chegou a um ponto que as luzes das pousadas já não eram suficientes e a trilha era um breu, ou seja, tivemos que voltar;
- Não deixe de visitar a fortaleza e o farol pois são vistas LINDAS;
- Não se deixe enganar pela previsão do tempo da internet, muitas vezes elas não coincidem com a realidade. Ligue antes e se informe com alguém de lá, é mais confiável.
- Comida é cara. Dificilmente você vai comer um jantar simples por menos de R$50,00. Pelo menos esta foi a nossa experiência. Como todo lugar altamente turístico, e contando a dificuldade em se atravessar as coisas até a ilha, os valores são salgadinhos mesmo.  
- Não leve cadeira de praia e guarda sol, pois a maioria das pousadas oferecem esta comodidade. Informem-se antes.
- Esqueça que você tem celular e risos eternos para Wi-fi. Lá não funciona. Até vi alguns nativos em determinados pontos utilizando celular, mas com certeza não era TIM!
- Ficamos na pousada Treze Luas e recomendo mil vezes. O atendimento foi ótimo, todo o serviço, localização, limpeza dos quartos, café da manhã (simples, mas atende super bem!). Segundo a Fran (aquela que nos acompanhou na voadeira e no caminho) as melhores pousadas de Nova Brasilia são: Grajagan, Astral da Ilha e Treze Luas. De novo, o conceito da ilha não são hotéis luxuosos, mas sim simplicidade, sustentabilidade e um atendimento muito atencioso! As diárias variam conforme a temporada, mas agora na alta, giram em torno de R$300,00. Existem opções mais baratas, mas isso é mais pessoal, gosto, finalidade da viagem, com quem se viaja...é sempre bom pesquisar bastante antes para não se decepcionar!
- Procure uma pousada com A/C;
- Quase todos os estabelecimentos aceitam cartões de débito/crédito;
- Alugamos as bikes por R$15/h cada na loja Pura Vida próximo ao trapiche de N. Brasília (ao lado da toca do abutre);
- Comemos duas noites na pousada Astral da Ilha e gostamos da comida, mas achamos caro para o que é oferecido, mas como comentei o precinho salgado é generalizado;
- A voltagem é 110V;
- Há na ilha Posto de Saúde (mas não há farmácias!);
- Há passeios de barco, mercearias e Lan House;
- Não há caixas eletrônicos;
-Leve bom humor, disposição e uma máquina fotográfica!

Agora vamos à parte legal do post, as fotos!

Pousada - Esse é o terreno central aonde ficamos a primeira noite
Nice! Na pousada Astral da Ilha aonde jantamos 

Pedalando pela ilha
Propriedade da Marinha...gritamos o Pedro, mas ele não respondeu!
Ela veio tão pertinho de mim que fiquei até com medo. São visitantes frequentes da ilha :)

Na Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres



Subindo para o Forte e Mirante.
Amo esses!
Uma das vistas do mirante. 
Praia do Farol, em frente a nossa pousada!
Benefícios de se acordar cedo e ir contemplar o que Deus criou :)

Deck da Pousada

Deck. Guarda sol, cadeiras e até pranchas para usar a vontade! :)

Pra um café da manhã mais agradável. 
Bem agradável, né? Adorei!
Vista do Farol!!! :)

No barco indo embora :(


 Sei que o post ficou gigante, mas se alguém precisar de dicas espero que encontre um bom conteúdo aqui e que sejam dicas úteis!

Ah sim, também sou plenamente consciente de que eu não sei tirar fotos alinhadas. Meu marido e cunhado vivem dizendo "alinha com o horizonte". Se virar a tela do computador fica alinhado. :) hahahahaha
Estou tentado melhorar, I promise!

Meus dias estão MEGA SUPER ULTRA corridos com fim de ano na empresa, mas sempre me esforçando pra estar aqui. Muito obrigada à quem ainda tem paciência comigo, minha resolução de ano novo será atualizar e dar mais atenção à este espaço que eu tanto gosto.

Agora volto ao batente, sim, às quase 10 da noite.

Beijos nos corações e fiquem na Paz!


Photobucket Photobucket

Comentários

  1. "Propriedade da Marinha...gritamos o Pedro, mas ele não respondeu!" HAHAHAAHAHAHAHA baby, you're so silly!

    ResponderExcluir
  2. Que lugar paradisiaco Ka!
    Ta anotado certeza, quero ir um dia se Deus quiser ;)
    E to aprendendo a fazer post-guia-turistico com vc :D

    Eu adoro lugares belos, simples e carregados de natureza.
    Acho q as duas unicas coisas q seriam um problema, sao os mosquitos, que eu sou "isca" (nem repelente ajuda mto..) e em termos de comida pr marido..ele come a msm coisa todos os dias, isso inclui carne, arroz, ovos e batata frita x.X

    Mas um dia eu quero ir:~
    E ah, suas fotos tao lindas, amei amei!

    Beijos

    ResponderExcluir
  3. karoool, bem legal o post com bastante dicas.lindo o lugar deu vontade de conhecer,mas vamos ter que esperar o mento certo, o João ficar maiorzinho!!! Beijocadas e apareçam

    ResponderExcluir
  4. Karol, adorei o post sobre a Ilha do Mel!
    Desde que vim para Joinville queria muito ir para lá, muito mesmo.
    Foi num belo dia que meu namorido resolveu me levar para algum lugar para comemorarmos nosso aniversário de namoro e meu próprio aniversário. Ele não quis me dizer onde iriamos, pois era surpresa.
    Perguntava que roupa eu deveria levar, e ele disse: de frio e de calor.
    Pensa na minha imaginação nesse momento! Onde a criatura ía me levar, rsrs.
    Já sabia que a ida tinha que ser de barco saindo do Pontal ou de Pngua. Fomos por Pngua. 1h30 de barco, meio cansativo...

    Lá tudo muuuito simples, mas tudo tão bonitinho, pessoas beeem bacanas... Até o cheiro é diferente. É um lugar mágico, sei lá. Eu AMEI a surpresa!

    É a primeira vez que estou lendo teu blog, e já comecei gostando!

    Beijos, e prazer: Giulia! (:

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Giulia,

      Que legal seu comentário!!! Eu também tinha muita curiosidade de conhecer a Ilha e com certeza quero voltar!!!! O lugar é mesmo muito diferente, né? Dá pra se desligar de tudo!!! Amei demais!!!

      Obrigada mesmo pela visita e fique a vontade para vasculhar bastante, espero que encontre coisas
      uteis por aqui!!

      Super beijos!

      Excluir
  5. Menina, fui lendo teu blog, lendo...
    E vi em algumas fotos do local onde mora.
    Eu era tua vizinha e não sabia, hahaha!

    Vou continuar visitando teu blog.
    Já sei até como deixar minha casa cheirosinha.

    Parabéns pelo blog, pelas postagens e pela criatividade. Adorei!

    Beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Para!!!! Sério????? Que legal!!! Aqui no Solar Marzai???

      Eu amo o costa e silva!! hahahaha Só morei aqui desde que cheguei!!

      Poxa que legal mesmo!!! Volte sempre e muito obrigada!!! :)

      Beijos!!

      Excluir

Postar um comentário

Caro leitor,

Obrigada por tirar um tempo para comentar aqui. Ficarei muito feliz em ler seu comentário e responderei assim que possível. Um beijo!

Postagens mais visitadas deste blog

Parto Domiciliar do Mathias | A trajetória

Bon Appétit: Wrap de Alcatra e Cheddar

Inspirando...babies!