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Maternidade | origens

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Voltando a documentar alguns pedaços da nossa vida agora como uma família de 5 (a Fifi conta, sim!). Entre todas as alternativas, a que mais me agrada ainda é aqui. Gosto daqui. O ritmo é ajustado por mim, não tem aquele fluxo maluco de informações e uma enxurrada de excessos e apesar de estar publicado na internet, me dá um senso de ser um "querido diário",  que é o formato que eu mais gosto. 
Sabe aquelas pessoas que ouvem o próprio áudio? Sou uma delas, juntamente com meu pai. Da mesma forma que gosto de voltar e ler e reler o que escrevi, pensei, vivi, senti e com a graça infinita de Jesus, mudei. Já escrevi tanta bobagem, mas também guardei tanta coisa preciosa, que o saldo ainda me parece positivo. 
Tenho dúvidas se algum dia meus filhos terão a oportunidade de passar por aqui e ler. Eu espero que sim. Os blogs, pelo menos nesse formato, fadados ao fracasso e esquecimento, assim como os livros impressos, só deixarão de existir quando nós mesmos os deixarmos de lado. Os l…

Parto Domiciliar do Mathias | A trajetória

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Olá,

- Para ler o relato de parto do MATHIAS, clique AQUI.
Hoje vai ao ar o último episódio da minha série sobre o parto domiciliar do Mathias, meu segundo filho.

Quando me ocorreu a ideia de gravar pequenos relatos antes do seu nascimento, pensava em agregar mais informações ao vídeo do parto, mostrando um pouco dos bastidores de como se preparar para um parto humanizado / domiciliar, suas vantagens, desafios e é claro, todo o diferencial de um parto assistido por profissionais humanizados. Não poderia jamais imaginar como seria a trajetória, o que me esperava nem por quanto tempo eu ainda teria que esperar, já que comecei com 36 semanas após meu primeiro alarme falso e acreditava que não chegaria as 40 semanas.

Um parto humanizado vai muito além do dia do nascimento. Acredito que isto tenha ficado evidente e vale a pena reforçar. É uma trajetória longa e que requer MUITA INFORMAÇÃO, PROFISSIONAIS COMPROMETIDOS, APOIO, CONVICÇÃO e DETERMINAÇÃO.

Parto não é bolo e por isto não tem rece…

Solidão.

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Olá!

Quanto tempo, né?

Sinto muita falta de escrever aqui. Tem tantas coisas que acontecem e transformam diariamente, mas no fim do dia me falta principalmente ânimo. O mesmo com os vídeos. Tenho uma série de vídeos gravados que faltam tão somente serem editados, mas não tenho encontrado oportunidade (energia). Estou vivendo o tempo que tenho que viver, priorizando o que eu creio ser prioridade, correndo contra o tempo que passa rápido demais e as oportunidades ficam para trás. Tenho morrido. Everyday. Voluntariamente (nem sempre com o contentamento que eu deveria), mas é nisso que eu acredito. :)

Recentemente fizemos uma viagem em família e passando tanto tempo dentro de um carro, foi possível conversar bastante, pensar bastante, ler, refletir. O texto abaixo eu li no meio da estrada. Li e reli algumas vezes porque eu achei ele tão claro, tão real, tão direto e útil que resolvi traduzir e disponibilizar aqui para toda e qualquer mãe, mas principalmente as recém chegadas, as que estã…

O nosso relato de parto - Mathias

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10 de Outubro de 2016 // 4:14 am //55cm // 3,790kgs //41 semanas e 4 dias.
Cada parto é um parto, me disseram. Eu também tinha essa certeza, mas durante todo o tempo, imaginei que se aplicaria tão somente ao aspecto físico, não sabia muito bem como poderia ser diferente internamente. Eis aqui a minha experiência.
Minha segunda gestação foi completamente diferente da primeira. Em tudo. Ambas foram gestações saudáveis, de baixo risco,com muito sono no início, mas as similaridades terminam por aí. Eu brincava que a testosterona me deixava um tanto quanto maluca. Emocionalmente falando, eu vivia uma montanha russa de altos e baixos drásticos, incontroláveis. Como chorei! Como me irritei! Como fiquei feliz! Quem acompanhou meus diários de gravidez no Youtube, ouviu em todos eles que o emocional era uma loucura. Mas afinal, isso teria algo a ver com o parto? Sim, acho que o parto foi o ápice de todas essas emoções e todas as outras. Foi no parto que eu expressei intensamente tudo que se pass…

2 anos da Ana Luiza!

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Tá. Eu não ia fazer nada. No fim da festa do ano passado eu disse "ano que vem eu vou fazer só um bolinho na sala da minha casa". Ninguém me levou à sério. Quando chegou abril que eu não tinha feito as devidas movimentações da festa aí começou... "mas não vai ter pula pula? Ela gosta tanto...", "ai mas tinha que chamar os amigos, ela ama estar com a crianças..." e por aí vai.

O bicho da festa me picou (não tem jeito, não sou mesmo imune a ele) e aí eu decidi que ia ter festa SIM! Era hora de correr atrás do tempo ...

Decidi tudo bem rápido e tinha certeza que queria três coisas:

1. Uma festa pequena (35 adultos confirmados) e bem simples
2. Uma festa com cara de festa de criança
3. Um tema que combinasse com ela!

Cuidei de cada detalhe por puro prazer em fazer algo para ela e por amar festas. :)

O tema foi escolhido em homenagem ao amor que ela tem por miaus e por chamar o pai de gatinho e as referências vieram todas do Pinterest!!! Apesar de preto não s…

Dia das mães - o que quero deixar para os meus filhos.

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Hello, there! *** Que saudades daqui, eu sinto tanta falta de sentar e escrever, mas procuro me ater as coisas que são prioridades e no fim do dia acaba não sobrando muita coisa (leia-se: disposição). Tenho curtido fazer os vídeos pro youtube, mas eles fazem parte de uma proposta completamente diferente daqui. Aqui é meu cantinho, aqui eu posso escrever escrever escrever...sem me preocupar com a duração o conteúdo, o roteiro ou qualquer que seja a proposta. Não é novidade pra ninguém que os blogs estão fadados ao "fracasso" com o surgimento de novas propostas mais dinâmicas (e que exigem menos esforço, vamos combinar), mas se depender de mim eu fico aqui pra sempre...talvez menos um pouco. Definitivamente eu escrevo pra mim. Gosto de voltar e ler o que escrevi, o que pensava, o que sentia e como a vida transformou tudo aquilo e aí surgem novos pensamentos, novas emoções, novas esperanças...

Este mês é O mês. Tem o dia das mães domingo e aniversário da Ana Luiza na semana seg…

Ela não é minha.

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Era quinta-feira à noite e eu arrumava a mala dela aos prantos, logo depois de a ter colocado no berço para dormir. Como de costume, já tinha chorado um bocado no chuveiro, mas eu não consegui conter o restante das lágrimas, nem tampouco esperar até o próximo banho, doía um tanto considerável. No domingo anterior estava sentada com meu marido enquanto ele procurava a passagem do próximo final de semana. Um compromisso demandava que ele estivesse em Curitiba no sábado durante todo o dia. Ele sairia então na sexta e voltaria no domingo. Até aí tudo normal, sou mais do que acostumada a ausências esporádicas de curta duração.
- Pensei em levar a Ana Luiza comigo.
Eu ri. Até parece. Ela é tão pequena, ela mama, ela não vai ficar sem mim, ela vai chorar, ela vai querer voltar, ela vai me procurar, ela precisa de mim, e se acontecer alguma coisa, Joinville é longe, não consigo chegar em 40 minutos. Até parece. Eram tantos motivos lógicos que se passavam pela minha mente, que eu precisei …